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‘Censo’ da segurança

Policiais querem carreira única e natureza civil, aponta pesquisa da FGV

As polícias deveriam ser organizadas no Brasil em carreira única, integrada e de natureza civil. É o que aponta pesquisa feita pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas de São Paulo e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), divulgada na última quarta-feira (30/7). O levantamento ouviu 21,1 mil agentes de segurança pública de todo o país entre 30 de junho e 18 de julho.

A grande maioria respondeu a um questionário eletrônico porque já tinha cadastro na rede de ensino a distância da Senasp, e outros 1.800 entrevistados manifestaram interesse em participar. Entre os que responderam, 94% defendem a modernização dos regimentos e dos códigos disciplinares e 64% querem o fim da Justiça militar.

Como obstáculos para a eficiência da segurança pública, foram apontados baixos salários (99%), formação e treinamento deficientes (98%), contingente policial insuficiente (97%), falta de verba para equipamentos e armas (97%), leis penais inadequadas (95%) e corrupção (94%). Segundo 86% dos participantes, falta foco em resultado e sobra burocracia.

Para mais da metade dos entrevistados (51%), o Ministério Público não considera as dificuldades inerentes ao trabalho policial e cobra demais sem colaborar para gerar melhorias. Praticamente o mesmo percentual (50%) pensa o mesmo em relação ao Judiciário.

Arrependimento
Quase 35% dos respondentes afirmam que pretendem sair da corporação assim que houver uma oportunidade profissional e 39% afirmam que, se pudessem voltar no tempo, teriam escolhido outra carreira. Cerca de 60% disseram que já foram humilhados ou desrespeitados por superiores hierárquicos.

Enquanto 84% dos entrevistados digam que um policial que mata um suspeito deve ser investigado e julgado, 43% afirmam que esse mesmo agente deveria ser inocentado. É o mesmo índice atingido por quem acha que um policial que mata um criminoso deve ser premiado pela corporação.

Dos 21,1 mil agentes de segurança pública que integraram a amostra, 53% compõem a Polícia Militar, 22% a Polícia Civil, 10% a Polícia Federal, 8% o Corpo de Bombeiros, 4% a Polícia Rodoviária Federal e 3% a Polícia Cientifica/Perícia. Com informações da Assessoria de imprensa da FGV Direito SP.

Clique aqui para acessar a íntegra da pesquisa.

Revista Consultor Jurídico, 31 de julho de 2014, 10h01

Comentários de leitores

11 comentários

Como disse...

Bellbird (Funcionário público)

Sendo policial federal ou ex, não haveria de esperar outro posicionamento.

Boa sorte com sua aposentadoria.

Delegado profissional

Grecmann (Professor)

Pelo nível das decisões que estão a cargo da Polícia Judiciária, parece bem salutar que haja o DELEGADO PROFISSIONAL bacharel a meia distância do calor dos fatos, de forma que possa decidir de forma mais prudente, sem impulsos.
Da mesma forma que, pelo nível das decisões a cargo do Poder Judiciário, é salutar que o Juiz fique a uma distância e meia do calor dos fatos para decidir mais tecnicamente.

Departamento de Polícia

Resec (Advogado Autônomo)

Indenpendente, com suas divisões de repressão e polícia judiciária.

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