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Clima na corte

Desembargadores do TRT-ES sentem-se desvalorizados, aponta pesquisa

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O Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo oferece, por meio da Escola Judicial (EJUD), cursos de capacitação e aperfeiçoamento. Segundo a corte, esta é uma de suas principais iniciativas para valorizar os magistrados. Mas não basta. Na Pesquisa de Clima Organizacional feita pelo tribunal, a satisfação dos juízes com as políticas institucionais para valorização da classe foi de apenas 39%.

Os cursos foram, inclusive, bem avaliados.A satisfação com os programas de estudo em relação à necessidade de atualização profissional é de 68%. Sobre as oportunidades oferecidas para adquirir novos conhecimentos, o índice de satisfação foi de 69%.

O sentimento de desvalorização pode ter diversas origens. Em relação à remuneração, por exemplo, o índice de satisfação foi de 49%.

As contradições aparecem claramente na ferramenta Painel do Clima Organizacional, criado para dar mais transparência a magistrados e servidores sobre quais ações estão sendo desenvolvidas para solucionar os problemas apontados na Pesquisa de Clima Organizacional. No Painel, que deve ser atualizado a cada 60 dias, é possível acompanhar o índice de satisfação e também as políticas adotadas no tribunal.

Outro ponto que mostra uma certa incoerência trata da saúde dos julgadores. O auxílio-assistência médica e as práticas adotadas no TRT-ES para promoção de saúde no ambiente de trabalho apresentam grande insatisfação. Entretanto, os magistrados se mostraram satisfeitos com a campanha de vacinação anual (72%).

Relacionamento interpessoal
O relacionamento entre os integrantes do tribunal foi o ponto que maior satisfação. Respeito e cordialidade entre as pessoas do setor teve um índice de 90% de satisfação. O relacionamento do magistrado com os servidores também foi positivo (87%). Já 84% dos desembargadores se mostraram safisfeitos com a confiança nas pessoas com quem trabalha.

A relação entre os próprios desembargadores também agradam. Segundo o Painel do Clima Organizacional, a satisfação com o relacionamento entre os desembargadores é de 74%. Já no que se refere à cooperação entre os magistrados da mesma unidade, o índice foi de 78%.

Veja abaixo o índice de satisfação dos desembargadores em cada ítem:

Item Satisfação (%)
Auxílio-assistência médica33,1
Políticas institucionais para valorização do
magistrado
39,3
Compatibilidade do número de servidores
lotados na unidade com o volume de
trabalho
44,8
Sua remuneração, considerando o tipo de
atividade que você realiza
48,3
Práticas adotadas no tribunal para
promoção da saúde no ambiente de
trabalho
52
Reconhecimento pelo trabalho
desenvolvido
53,1
Infraestrutura e conforto do local de
trabalho (edificação, parte elétrica,
hidráulica, iluminação, temperatura,
higiene e espaço físico)
54,7
Processo Judicial Eletrônico55
Acesso ao local de trabalho57,3
Critério utilizado pelo tribunal para
promoção por merecimento
59,3
Canais de comunicação entre a
administração e os magistrados para
solicitações, elogios, críticas e sugestões
59,3
Troca de informações/experiência entre os
setores/unidades para aprimoramento dos
processos de trabalho
60,7
Condições de segurança dos magistrados
no local de trabalho
60,7
Missão, visão de futuro e valores
institucionais
62,1
Auxílio-alimentação62,9
Auxílio pré-escola64
Execução dos planos estratégicos visando a
garantir a continuidade administrativa
64,7
Sua motivação para o trabalho65,3
Mobiliário do local de trabalho66
Alinhamento entre os cursos ofertados e as
necessidades de atualização profissional
68,3
Acesso à Internet69
Oportunidades oferecidas para adquirir
novos conhecimentos
69,3
Notícias publicadas no Portal69,3
Central de Atendimento ao Usuário
(Disque 8)
69,3
Acesso às informações institucionais69,3
Equipamentos tecnológicos
(computadores, notebooks, impressoras e
scanners)
70
Recursos materiais para execução do
trabalho (exceto de informática)
70,7
Oportunidades para aplicar os
conhecimentos adquiridos em capacitação
na prática profissional
71,3
Qualidade no atendimento e agilidade na
prestação de serviços
72
Campanha de vacinação anual72
Organização e planejamento das ações e
projetos de sua unidade
72,1
Imagem do Tribunal junto ao público
externo
72,4
Portal do TRT-ES (www.trtes.jus.br)72,4
Gabinete virtual72,7
Telefonia73,8
Relevância das informações
disponibilizadas no Portal
73,8
Seu relacionamento com os demais
magistrados
 74
SIP - Sistema Integrado de Procedimentos
Trabalhistas
74,1
Condução ética das atividades no Tribunal74,7
Sistemas administrativos (diárias, férias,
recursos humanos, folha de pagamento,
material, patrimônio, dentre outros)
75,2
Seu preparo (conhecimento técnico e
prático) como Gestor da unidade em que
atua
75,6
Cooperação entre os magistrados da
unidade em que atua
78,6
Correio eletrônico78,7
SICdoc - Sistema de gestão documental81,5
Confiança nas pessoas com quem trabalha84,1
Seu relacionamento com os servidores da
sua unidade
87,3
Respeito e cordialidade entre as pessoas
do setor
90,7

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2014, 14h05

Comentários de leitores

1 comentário

"veja como é a vida de um juiz na Suprema Corte da Suécia

Lisiane pereira da silva (Advogado Autônomo)

há um vídeo circulando na internet sobre a vida de um juiz da Suprema Corte na Suécia! Sem regalias, sem auxílios, pagam do próprio bolso a casa que mora, não têm carro oficial! Diz o juiz que o que ganha dá para viver muito bem!
E os nossos reclamam muito!!!

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