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Anti-Copa

Quinze jornalistas foram feridos pela PM em protesto no Rio, diz sindicato

Quinze jornalistas ficaram feridos durante a cobertura do protesto contra a Copa do Mundo, neste domingo (13/7), no Rio de Janeiro, segundo nota divulgado nesta segunda pelo sindicato da categoria na cidade. De acordo com a entidade, os repórteres foram agredidos por policiais militares ou atingidos por armas não letais.

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia com veemência essa violenta política de repressão aos movimentos sociais e aos jornalistas e pede a atenção dos organismos internacionais de Direitos Humanos para que pressionem o governo brasileiro no sentido de restabelecer as condições dignas de um Estado democrático de direito”, diz o comunicado.

Entre os feridos, três são estrangeiros. O documentarista canadense Jason O'Hara teve que ser levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar para tratar de ferimentos. Também foram agredidos o fotógrafo peruano Boris Mercado — que chegou a ser detido — e o jornalista italiano Luigi Spera.

O fotógrafo do portal Terra Mauro Pimentel ficou ferido. Segundo reportagem publicada pelo próprio site, ele foi atingido quando tentou passar por uma barreira policial para registrar um princípio de confronto. Três policiais o teriam acertado com cassetetes no rosto e na perna. Ele chegou a cair no chão e teve a máscara de gás e a lente de sua máquina quebradas.

O jornalista da rede SBT Tiago Ramos, outro ferido, contou em seu perfil no Facebook que foi para o hospital depois de ter sido atingido no braço por um policial. “Enquanto eu filmava uma agressão feita pela polícia, um policial com intuito de evitar que eu continuasse filmando me golpeou pelas costas, a pancada que era pra pegar na minha nuca, acabou pegando no braço porque virei pra me defender, estou com atestado, no qual o médico me proíbe de fazer qualquer atividade por três dias.”

Também precisou de atendimento no Hospital Souza Aguiar o fotógrafo Loldano da Silva, que recebeu golpes de cassetete no braço esquerdo. Segundo o sindicato, a fotógrafa Ana Carolina Fernandes, da agência de notícias internacional Reuters, teve a máscara de gás arrancada por um policial, que, em seguida, a atacou com spray de pimenta.

A presidente do sindicato, Paula Máiran, lamentou as agressões sofridas pelos jornalistas durante seu exercício profissional. “A gente precisa se organizar e se unir, não só os jornalistas como toda a sociedade, para cobrar uma mudança desse modelo de segurança pública que, em nome da ordem, promove uma violência brutal desse tipo”, disse.

O cerco policial, que durou três horas, impediu a saída de manifestantes e jornalistas na Praça Saens Peña. Manifestantes também ficaram feridos no protesto.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que “reconhece a importância do trabalho dos jornalistas como base em um país democrático, no registro e na divulgação de informações” e que “todas as denúncias e imagens recebidas relativas ao excesso na ação de policiais militares serão encaminhadas à corregedoria e apuradas”.

A PM disse que garantiu o direito constitucional à manifestação e teve que fazer o bloqueio na Praça Saens Peña porque dados da inteligência policial mostravam que os manifestantes tinham “a intenção de se dirigir à entrada do Maracanã, colocando em risco a segurança de milhares de torcedores”. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 14 de julho de 2014, 14h48

Comentários de leitores

1 comentário

Mudando o Discurso

Ian Manau (Outros)

A mídia sempre tem apoiado políticos conforme lhe é conveniente (Rede Globo, por exemplo). Quando o Estado coíbe manifestações populares (quem é a atual presidente da República para condenar isto?), lá estão jornalistas "babando ovo" do prefeito X e do governador Y, com mil e uma congratulações (Arnaldo Jabor, por exemplo). Isto independe dos motivos de se ir às ruas. Impressiona que, somente tendo profissionais dessa categoria sofrido o que é dispensado a manifestantes, querem unir forças contra as novas Leis fascistas, as quais visam, gradativamente, extinguir o direito constitucional de manifestar-se-se pensamentos. Fico me perguntando se, caso fossem protegidos pelos "cães de guarda" do Poder Executivo, estariam revoltados como agora demonstram?

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