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Espera pelo STF

Moro suspende ação contra pivô da “lava jato” até delação ser reconhecida

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O doleiro Alberto Youssef, primeiro alvo da chamada operação “lava jato”, conseguiu suspender um dos processos ao qual responde na Justiça depois de firmar delação premiada. A ação estava pronta para julgamento, mas o juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, avaliou que será melhor esperar a homologação do acordo no Supremo Tribunal Federal.

Isso porque a sentença deverá levar em conta se o réu cumpriu os termos da delação para aplicar eventuais benefícios. “Como o único acusado preso cautelarmente neste feito é Alberto Youssef, o próprio requerente, não há maior óbice por ora na suspensão”, avaliou o juiz, que fixou prazo de 30 dias. A suspensão pode acabar antes, caso o STF se manifeste em período menor.

A defesa alegou que a colaboração do doleiro (foto) “vem sendo decisiva” para os desdobramentos da operação, “inclusive para o bloqueio de valores e recuperação de ativos aos cofres públicos”. A sétima fase da “lava jato”, que levou à prisão membros da cúpula de empreiteiras, “demonstrou o quão eficaz” têm sido as declarações dele, dizem os advogados do escritório Figueiredo Basto Advocacia.

Operador
Youssef foi preso em março deste ano, suspeito de comandar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas com empresas de fachada. Só a partir dele é que surgiram indícios de irregularidades na Petrobras. A Polícia Federal apontou relação entre ele e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal.

O doleiro classifica-se como operador financeiro da organização, enquanto o Ministério Público Federal o define como um dos líderes, por ter feito diversas “movimentações bancárias” com o objetivo de esconder dinheiros desviados.

Em setembro, ele foi condenado a quatro anos e quatro meses de prisão pelo crime de corrupção ativa no caso Banestado — que apontou evasão de divisas nos anos 1990 cujo principal destino era a agência do Banco do Estado do Paraná em Nova York. A sentença partiu do próprio juiz Sergio Moro. A Ação Penal chegou a ser suspensa depois de outra delação assinada pelo réu, mas o acordo foi suspenso sob o argumento de que Youssef descumpriu alguns termos.

Clique aqui para ler a decisão.

5025699-17.2014.404.7000

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2014, 20h19

Comentários de leitores

1 comentário

caguetas

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Os alcaguetes são tratados com todo carinho pelo Judiciário e MP. Depois de entregarem tudo, serão "disponibilizados" aos inimigos, largados na rua da amargura. Os dias certamente estão contados.

Comentários encerrados em 17/12/2014.
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