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Casa cheia

Inauguração de novo prédio da OAB-SP tem superlotação e cerimônia atrasa

A superlotação na Rua Maria Paula, no Centro de São Paulo, provocou um atraso de meia-hora na solenidade de inauguração do novo prédio da seccional paulista da OAB. Marcado para as 11h desta segunda-feira (25/8), o evento de abertura do novo prédio só começou as 11h30, com um pronunciamento do ex-presidente da seccional e homenageado do evento, Luiz Flávio Borges D’Urso.

Tanto o saguão do prédio quanto o acesso à entrada estavam intransitáveis nesta manhã devido ao sucesso da inauguração. Estavam presentes o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Falcão; o vice-governador do estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD); o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP); o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT); a ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT); o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Fábio Prieto; o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Renato Nalini; o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho; o presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro; o presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados, Carlos Mateucci; e o presidente do Movimento de Defesa da Advocacia, Marcelo Knopfelmacher, além de outras autoridades e representantes de classe.

A aglomeração se deve também ao esquema de segurança usado pelo Planalto em torno do vice-presidente Michel Temer. Advogado, Temer costuma ser protegido por um isolamento em eventos de que participa. Mas a forte proteção causou constrangimentos nesta segunda. Personalidades importantes da advocacia, como o ex-presidente da OAB federal, Cezar Britto, e o advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes, criminalista de trajetória histórica no país, não conseguiram se aproximar do dispositivo de honra por causa das restrições da segurança do Planalto. Jornalistas também não conseguiram se aproximar para entrevistar os ilustres no evento.

O acúmulo de pessoas na calçada em frente ao prédio foi prato cheio para advogados que lançaram candidaturas políticas nas eleições de outubro. De corpo presente, distribuíram santinhos e cumprimentaram eleitores Flávio D'Urso, candidato a deputado estadual pelo PTB e filho do conselheiro federal da OAB Luiz Flávio Borges D'Urso; Julio Caires, candidato a deputado federal pelo mesmo partido e que faz "dobradinha" com D'Urso; Rosana Chiavassa, candidata a deputada estadual pelo PSB e apoiada pela deputada federal Luiza Erundina, que disputa a reeleição pelo partido; e João Grande, candidato a deputado estadual pelo PSC e filho do advogado e ex-presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP, João Teixeira Grande. João Grande faz dupla com Gilberto Nascimento, outro advogado candidato a deputado federal, este pelo PSC. Guilherme Ivan Sartori, filho do ex-presidente do TJ-SP Ivan Sartori, é candidato a deputado federal pelo PTB. Márcio França, candidato a reeleição como deputado federal pelo PSB, é presidente do partido em São Paulo. Também esteve presente o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

Estrutura maior
Depois de quase 60 anos, a OAB-SP deixou seu endereço histórico na Praça da Sé, 385, para ocupar um novo endereço: a Rua Maria Paula, 35, na esquina com a Avenida Brigadeiro Luis Antônio. Também confirmaram presença no evento o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT); e a ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT-SP).

“Trata-se de mais uma conquista para advocacia paulista, que terá uma sede digna e condizente com sua grandeza e que foi inteiramente financiada com recursos do Conselho Federal da OAB, para aquisição, reforma e mobiliário”, diz Marcos da Costa, presidente da OAB-SP. Em 1955, data de inauguração do prédio da Praça da Sé, a OAB-SP somava cerca de 3 mil advogados e 21 conselheiros. Hoje, totaliza 350 mil advogados inscritos e um Conselho Secional composto por 180 membros.

A cerimônia desta segunda começa com a colocação da foto do conselheiro nato Luiz Flávio Borges D´Urso, atual conselheiro federal da OAB, na galeria de ex-presidentes da seccional. Fazem uso da palavra o próprio D’Urso; o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcos Vinicius Furtado Coêlho; o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa; o prefeito Fernando Haddad; o governador Geraldo Alckmin; e o vice-presidente da República, Michel Temer. Ao fim dos discursos será descerrada a placa de inauguração. Serão homenageados os ex-presidentes da OAB e membros natos Ophir Cavalcante e Cezar Britto.

Ideia em construção
O projeto do novo prédio começou a tomar forma no início de 2012, quando a OAB-SP concretizou a aquisição do edifício, na gestão do então presidente Luiz Flávio Borges D’Urso. Em dezembro daquele mesmo ano foi concluída a primeira fase, em que se deu o desenvolvimento dos projetos estrutural e arquitetônico e a regularização da obra junto aos órgãos públicos. Para a conselheira Clemencia Wolthers, representante da Diretoria na administração da obra, a fase de aprovação do projeto junto aos órgãos públicos foi a mais trabalhosa e levou quase um ano, mas todas as exigências foram cumpridas. Durante o ano de 2013 e primeiro semestre de 2014, o prédio foi reformado e suas instalações foram modernizadas.

O prédio tem 3,3 mil metros quadrados de área construída, em uma torre de 11 andares e um terraço no 12º andar, onde era originalmente a  sala de máquinas e zeladoria. Concentrará as atividades institucionais da OAB-SP, atualmente locadas na Praça da Sé, que terá uma ocupação mais voltada à educação jurídica. A nova sede da OAB-SP ampliará sua infraestrutura de atendimento, terá  novo auditório, plenário para os conselheiros, sala vip mais ampla, cafeteria, áreas destinadas a eventos e para receber autoridades. O prédio da Praça da Sé continuará funcionando e será voltado para o atendimento dos advogados e a ampliação da educação jurídica.

Prédio histórico
Antes da aquisição pela OAB-SP, o edifício na esquina da Rua Maria Paula com a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio ficou fechado por cerca de dez anos. Foi construído na década de 1950 para abrigar a sede administrativa do grupo empresarial de Sérgio Ugolini, empresário que teve papel na vida pública paulista, ocupando cargos como presidente da Dersa (1971 a 1975), secretário de Obras da Prefeitura, diretor da Associação Comercial de São Paulo, presidente e fundador da Associação Brasileira do Cobre e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Na época, o estado de São Paulo se consolidava como força industrial da América Latina e a cidade vivia um boom imobiliário, começando e consolidando o processo de verticalização da capital, por conta da nova fase de desenvolvimento urbano. Em termos arquitetônicos, o Concretismo marcou a década de 1950, compondo edificações com rigor geométrico e o emprego de materiais industrializados (ferro, alumínio, vidro e concreto).

A fachada do edifício que abrigará a nova sede da OAB-SP acompanha o traçado da esquina, traduzindo uma curvatura típica, que remonta a obras como o contemporâneo Copan, de Oscar Niemeyer. Na década de 1950, a então futura metrópole ganhava ainda o Parque do Ibirapuera, também projeto de Niemeyer, e o Conjunto Nacional (Av. Paulista), com traços do arquiteto David Libeskind.

Nas décadas de 1960 e 1970, teve início o processo de degradação do centro histórico de São Paulo, aprofundado na década de 1980. O movimento de transferência de parte do centro financeiro da cidade para a Avenida Paulista foi decisivo para o destino do prédio, que foi desocupado pelo grupo empresarial Ugolini e teve algumas locações esporádicas para diferentes usos.

Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2014, 11h43

Comentários de leitores

2 comentários

Transparente. Quanto.

Lauro Soares de Souza Neto, advogado em Marília-SP (Advogado Autônomo - Criminal)

Não tive conhecimento, nem ouvi dizer, quanto dinheiro foi envolvido nessa negociação. E a reforma? A Ordem ainda é de todos os advogados? Creio que eles - os atuais possuidores da entidade - pensam: Como que a OAB existiu sem a nossa turma! É. Conluiados com os maiores opressores da advocacia, o comportamento deles é muito parecido com traição. Meu nojo só aumenta.

Aguardando a vez

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Uma multidão de bajuladores, todos ávidos por "marcar ponto" com os proprietários da Ordem. Quando se trata de fazer algo em favor da classe, favorecendo o coletivo, não aparece nem um.

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