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Benefício ignorado

Suzane Von Richthofen pede para continuar no regime fechado

Após conseguir decisão favorável para ir ao regime semiaberto, Suzane Von Richthofen apresentou um pedido para permanecer no regime fechado. Segundo a revista Veja São Paulo, ela apresentou carta escrita de próprio punho à direção da penitenciária feminina de Tremembé (SP), onde cumpre pena de 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais.

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou o pedido, mas disse que a solicitação ainda não foi analisada pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté. Ainda de acordo com a reportagem, Suzane (foto) declarou na carta que se sente mais segura na unidade.

A progressão da pena havia sido autorizada pela mesma juíza no dia 11 de agosto. Ela afirmou que a ré cumpria os dois requisitos fixados na Lei de Execução Penal: objetivo (temporal) e subjetivo (mérito do condenado). Segundo a magistrada, Suzane “encontra-se presa há 12 anos, não apresenta anotação de infração disciplinar ou qualquer outro fator desabonador em seu histórico prisional”. “Não há como negar à postulante a progressão ao regime intermediário”, afirmou.

Daniel Cravinhos, ex-namorado de Suzane, e o irmão dele, Cristian, foram para o semiaberto no ano passado. Eles foram condenados a 39 e 38 anos de prisão, respectivamente, por participação na morte do engenheiro Manfred Von Richthofen e da psiquiatra Marísia. O casal foi morto em 2002, com golpes de barras de ferro, em uma mansão localizada na zona sul de São Paulo.

Sem pensão nem herança
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, negou recurso de Suzane e manteve decisão que havia negado seu pedido para receber pensão de dois salários mínimos (R$ 1.448) a partir do espólio dos pais. Ela não tem direito à herança, pois em 2011 foi considerada “indigna” de ficar com parte dos bens.

Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2014, 20h00

Comentários de leitores

13 comentários

Progressão crime hediondo 2/5

mjrocha (Policial Militar)

neste caso especifico, trata-se de crime hediondo portanto a progressão de regime se da após o condenado cumprir 2/5 da pena, e não 1/6, ainda assim um absurdo!!!!!!

É mais um motivo

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Essa total incoerência só vem solidificar o entendimento de que a detenta em questão não reúne mesmo condições para voltar a viver em sociedade. Se é assim, como provado está, que siga a vida dentro da penitenciária, pois fora dela e sem dinheiro (o mote principal para matar os pais) certamente irá atrás do irmão (o único herdeiro do espólio dos Richtofen), para também dar cabo dele.

País da impunidade

GUSMAO BRAGA (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Por quê será que não houve reforma nessa lei ultrapassada e injusta que deixa assassinos livre cumprindo 1/6 da pena?
Por quê será que nossos representantes no Congresso Nacional são insensíveis ao Clamor público por justiça?
Por que será que um País elameado de tanta corrupção, já não se posicionou com um Basta, para afagar uma Sociedade tão sofrida com os desmandos de governantes insecrupulosos , os quais só vêem seu próprio umbigo?
Por que será que ainda existe uma corja "fascistas" ainda no Poder?......

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