Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Plínio Barreto

Novo prédio da OAB de São Paulo será inaugurado no dia 25 de agosto

Nova sede da OAB-SP [Divulgação - OAB-SP]A partir do dia 25 de agosto a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil deixará seu endereço histórico na Praça da Sé para ocupar um novo prédio, na Rua Maria Paula, 35, esquina com a Avenida Brigadeiro Luis Antônio. O local concentrará as atividades institucionais da OAB-SP e terá um novo auditório, plenário para os conselheiros e áreas destinadas a eventos e para receber autoridades. Segundo a entidade, o endereço da Praça da Sé terá uma ocupação mais voltada à educação jurídica.

Uma das justificativas para a mudança é o saturamento da atual sede da OAB-SP. Em 1955 (data de inauguração do prédio atual), eram cerca de 3 mil advogados e 21 conselheiros. Hoje, a instituição tem 350 mil advogados inscritos e um Conselho Secional composto por 180 membros. “Trata-se de mais uma conquista para advocacia paulista, que terá uma sede digna e condizente com sua grandeza e que foi inteiramente financiada com recursos do Conselho Federal da OAB, para aquisição, reforma e mobiliário”, diz Marcos da Costa, presidente da OAB-SP.

O novo prédio receberá o nome do primeiro presidente da OAB-SP, Plínio Barreto, que teve grande atuação na Revolução Constitucionalista de 1932. Plínio Barreto é também jornalista e ocupou o cargo de diretor do jornal O Estado de S. Paulo

O projeto de mudança da sede teve início em 2012, na gestão do então presidente Luiz Flávio Borges D’Urso, quando o edifício foi comprado por R$ 12,6 milhões. Naquele mesmo ano, foi concluída a primeira fase, em que se deu o desenvolvimento de projetos (estrutural e arquitetônico) e a regularização da obra junto aos órgãos públicos.

O prédio tem 3,3 mil metros quadrados de área construída, em uma torre de 11 andares e um terraço.

Histórico do edifício
O edifício na esquina da Rua Maria Paula com a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio foi construído na década de 50, para abrigar a sede administrativa do grupo empresarial de Sérgio Ugolini, empresário que teve papel na vida pública paulista, ocupando cargos como presidente da Dersa (1971 a 1975), secretário de Obras da Prefeitura, diretor da Associação Comercial de São Paulo, presidente e fundador da Associação Brasileira do Cobre e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na época, o estado de São Paulo se consolidava como força industrial da América Latina e a cidade vivia um crescimento imobiliário, responsável pela verticalização da capital, por conta da nova fase de desenvolvimento urbano. Em termos arquitetônicos, o Concretismo marcou a década de 1950, compondo edificações com rigor geométrico e o emprego de materiais industrializados (ferro, alumínio, vidro e concreto). 

Nas décadas de 1960 e 1970, tem início o processo de degradação do centro histórico de São Paulo, aprofundado na década de 1980. O movimento de transferência de parte do centro financeiro para a Avenida Paulista foi decisivo para o destino do prédio, que foi desocupado pelo grupo empresarial Ugolini e teve algumas locações esporádicas para diferentes atividades, como serviço de call center. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2014, 11h57

Comentários de leitores

6 comentários

Ao Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Isso sem contar a tal descentralização de inscritos que estão promovendo...
Qual a finalidade? Certamente, a mesma das tais "emendas parlamentares", pois as OABs locais passarão a receber a receita e certamente aderirão aos projetos de manutenção do poder.
Aqui por exemplo, a OAB local não faz divulgação institucional, mas sim pessoal de seu dirigente. A cada mensagem enviada com notícias em forma de fumaça, a foto do Digníssimo em primeiro plano.
Enfim, manter-se dirigente do órgão, no atual estágio, é talvez a forma mais fácil de obter "reconhecimento do mercado".

Números são mais expressivos -

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Então vamos lá: 350 mil pagantes anuais (inscritos), hoje a R$ 926,00 . Para não acabar com a bateria da minha máquina (que nem tem tanto dígito assim), vai na mão mesmo.Primeiro vamos arredondar o cálculo para R$ 1.000,00/ano, ( facilita bastante) .Então temos 700.000 inscritos (estou considerando por perna) X R$ 1.000,00 = R$ 700 milhões/ano ? É isso ? Noves fora (inadimplentes + ou - 10%) = menos R$ 70 milhões = R$ 630 milhões , dividido. por dois , (agora o cálculo é final, por cabeça) = R$ 315 milhões aproximadamente, descontados os R$ 74,00 de cada inscrito (já que inicialmente arredondei para maior, por R$ 1000,00 cada), temos 350 mil inscritos X R$ 74,00 (diferença)= R$ 25.900,00 que, subtraídos dos 315 milhões apurados, restam líquidos R$ 289.100 (duzentos e oitenta e nove milhões e cem mil reais). Os cem mil reais são muito importantes. É , realmente é uma cifra significativa para uma instituição que não seja um BANCO. Vamos comemorar ainda este ano porque no ano que vem teremos que pagar essa obra faraônica e a anuidade certamente subirá à estratosfera.

Descompromisso

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Aqui em São José do Rio Preto a OAB local ocupa uma área imensa. 10% do espaço seria mais do que suficiente. Como as anuidades jorram, ninguém se preocupa em economia. Se o prédio fosse alugado daria para alugar um outro imóvel para instalar a Subseção, e ainda contratar administradores e advogados para cuidar da Instituição e das prerrogativas da classe, completamente abandonadas. Mas isso é a última coisa que se pensa.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 23/08/2014.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.