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Cadeira vaga

Ajufe sugere três nomes de juízes para o Supremo Tribunal Federal

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A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) formou a lista tríplice com indicações para compor o quadro de ministros do Supremo Tribunal Federal, em decorrência da aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa, no final de julho. A associação indicou o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Leandro Paulsen, o juiz federal do Paraná Sérgio Fernando Moro e o desembargador do TRF-3 Fausto De Sanctis.

A escolha dos nomes foi feita por meio de consulta entre os associados da Ajufe. Ao todo, 362 associados votaram em até três nomes, o que somou 949 votos. A lista deve ser encaminhada para a presidente da República, Dilma Rousseff. 

Sérgio Moro (foto) recebeu 141 votos. Ele atua em vara criminal especializada em lavagem de dinheiro e crime organizado, tendo jurisdicionado em diversos casos importantes como o do Banestado e o da Petrobras e exercido a função de juiz instrutor do Supremo Tribunal Federal em 2012. É tido como "linha dura".

O desembargador do TRF-3 Fausto Martin De Sanctis (foto) recebeu 134 votos dos associados. Destacou-se ao atuar em ações penais relacionadas a crimes do colarinho branco, como lavagem de dinheiro, como os processos relativos ao Grupo Opportunity e ao Grupo Camargo Correa. Sua atuação linha dura lhe rendeu diversos processos disciplinares, mas contou com apoio dos juízes federais e dos procuradores da república.

Com 123 votos, Leandro Paulsen (foto) é o únicro tributarista indicado. Assumiu como juiz federal em 1993, exercendo funções como a de Juiz Auxiliar do Supremo Tribunal Federal por duas vezes (2007 e 2009/2010), a convite da ministra Ellen Gracie. Antes da magistratura, atuou como Procurador da Fazenda Nacional. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2014, 15h07

Comentários de leitores

9 comentários

Magistrado de Sócrates

Luiz Carlos Da Silva Franco de Godoy (Procurador do Estado)

Dos nomes que formam a lista tríplice de indicados para compor o quadro de ministros do Supremo Tribunal Federal formada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), o único que tive algum pouco contato (em 2000, quando eu era Analista Processual do MPF em Joinville/SC) foi Sua Excelência Sérgio Fernando Moro. Desde então, referido Magistrado tem sido um dos Operadores do Direito que tenho como referência no desempenho das minhas atribuições.

Tenho que a atuação magistral do Magistrado Sérgio Moro, já naquela época, derrubava a sentença de Platão (“O bom juiz não deve ser jovem”), mas confirmava os requisitos elencados pelo próprio mestre deste:
“Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente.” (Sócrates)

Ponto para o Direito!

Terceira opção é boa.

Daniel Oliveira Neves (Advogado Assalariado)

Seria bom ter um juiz tributarista na corte.

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Olympio B. dos S. Neto (Advogado Autônomo)

Duvido que a opinião da AJUFE seja levado em conta, primeiro porque os dois primeiros são linha dura e gostam de levar suas opiniões até o extremo, e, depois da experiência com J. B. dificilmente eles irão querer um juiz para entrar em embate direto. Depois, salvo engano, Fausto De Sanctis, já teve problemas com STF, no caso Daniel Dantas.
Por último também importante verificar que nenhum dos três tem algum reconhecimento com jurista ou professor no meio acadêmico.
Logo, acredito que seja muito difícil alguns deles conseguir a tão almejada vaga.

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