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Congresso jurídico

Presidente do TJ-SP critica fala de Joaquim Barbosa

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, criticou nesta quinta-feira (21/3) os comentários feitos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que, em julgamento no CNJ, disse haver conluio entre juízes e advogados.

“Existe uma relação saudável, todos trabalham em prol do jurisdicionado. Com todo o respeito que tenho, não podemos aceitar a generalização negativa”, disse Sartori.

A declaração do presidente do TJ-SP aconteceu durante a abertura do VI Congresso Jurídico do Norte Paulista, que começou nesta quinta-feira (21/3), em Bebedouro, na qual ele foi homenageado.

O presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), José Horácio Ribeiro, responsável pela saudação ao presidente do TJ paulista, falou sobre a gestão de Sartori.

“Coragem e responsabilidade para alterar o estado das coisas. Devido ao seu esforço, o Tribunal de Justiça de SãoPaulo tem hoje um orçamento diferenciado”, afirmou.

Em nota o Iasp, manifestou “perplexidade” com a fala de Joaquim Barbosa. “O Instituto dos Advogados de São Paulo, após reunião de diretoria e conselho, realizada no dia 20 de março, manifesta de forma pública a sua perplexidade com as acusações, generalizadas, da existência de conluio entre magistrados e advogados, lançadas pelo ministro Joaquim Barbosa, especialmente por ocupar o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.”

Para a entidade, o presidente do STF parte de uma “premissa errada” ao criticar a convivência entre juízes e advogados. "A perplexidade decorre da premissa errada que pretende distanciar o relacionamento entre advogados e magistrados, na medida em que todos os membros das carreiras jurídicas colaboram para o aperfeiçoamento da Justiça."

Leia a nota do Iasp:

O Instituto dos Advogados de São Paulo, após reunião de diretoria e conselho, realizada no dia 20 de março, manifesta de forma pública a sua perplexidade com as acusações, generalizadas, da existência de conluio entre magistrados e advogados, lançadas pelo ministro Joaquim Barbosa, especialmente por ocupar o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

A perplexidade decorre da premissa errada que pretende distanciar o relacionamento entre advogados e magistrados, na medida em que todos os membros das carreiras jurídicas colaboram para o aperfeiçoamento da Justiça.

Fundado em 1874, o Iasp congrega em seu quadro associativo advogados, magistrados e membros do Ministério Público, característica singular desta Instituição, cuja história revela a importância do respeito e do diálogo para enfrentar os desafios apresentados pela sociedade. E muitos desses desafios são e devem ser apresentados ao Conselho Nacional de Justiça, razão pela qual o Instituto dos Advogados de São Paulo aguarda que os fatos concretos sejam indicados e apurados.

José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro
Presidente

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2013, 14h07

Comentários de leitores

17 comentários

Afirmações insólitas.

Museusp (Consultor)

Bem, o Ministro Joaquim Barbosa, pelo jeito, vai deixar um legado de declarações insólitas sempre que analisadas no contesto das atribuições e poderes investidos na função que exerce. Senão, vejamos:
1 – Afirmou, e está no Youtube, que o então presidente do STF estaria, era verdade, “Na mídia, destruindo a credibilidade do judiciário brasileiro”. Tal acusação, com tamanha gravidade, só não seria insólita se fosse seguida de representação contra o então Presidente da Corte ou imediata retratação pública.
2 – Afirmou em seu discurso de posse na Presidencia do STF, onde o Ministro Luiz Fux foi seu convidado para prestar-lhe homenagem, que os juízes devem evitar a busca de apoio político para crescimento nas carreiras do judiciário. Sabe-se, até por publicação na imprensa, que ambos, o JB e o Fux fizeram a “via sacra” entre os gabinetes das autoridades políticas em busca de apoio para suas nomeações para os altos cargos na alta corte. Cadê a coerência?
3 – Afirmou em entrevista concedida á imprensa internacional que os juízes são lenientes com a impunidade incensando a sua imagem propalada pela mídia de paladino da moralidade. No julgamento da AP 470 comportou-se como promotor e dormiu diante das câmeras de TV durante a sustentação oral dos advogados dos réus. E´esse o comportamento que ele espera dos juízes? Que ignorem o direito de defesa e já tenham o voto pronto antes de ouvir a defesa?
Esse JB ainda vai dar muita matéria para os anais das afirmações insólitas!!!

Ivan Sartori rebate Barbosa

silvius (Outros)

A piada que não quer calar: O bom advogado é aquele que conhece a lei, o melhor é aquele que conhece o Juiz.

Ivan Sartori rebate Joaquim Barbosa

hrb (Advogado Autônomo)

O presidente do TJSP rebateu mal, até porque a crítica do ministro Joaquim Barbosa nasceu de "embate" com o desembargador Tourinho Neto, que, depois, restou demonstrado que ele, Tourinho Neto, estava envolvido em ingerência indevida a favor da filha, também juíza. Ou seja, pelo jeito, com razão, não de forma genérica porém, o ministro Joaquim Barbosa. Agora, bem que o presidente do nosso TJSP pudesse agilizar os pagamentos dos precatórios, pois há três anos que parcelas de clientes não têm sido satisfeitas, o que vinha sendo regularmente satisfeitas, ano a ano, até que passada às mãos do Tribunal a administração dos valores disponibilizados pela Fazenda Estadual. Lamentável.

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