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"Oscar do Judiciário"

Inscrições abertas para o Prêmio Innovare

Profissionais fora da área do direito poderão participar pela primeira vez do Prêmio Innovare, que já está com inscrições abertas. A cerimônia de lançamento da premiação ocorreu nesta quinta-feira (21/3) no Superior Tribunal de Justiça. "Referência internacional, o Prêmio Innovare não é um marco apenas para o mundo jurídico", afirmou o ministro Felix Fischer, presidente da Corte. Segundo ele, a iniciativa desempenha o papel de aproximador entre a Justiça e a sociedade.

Participaram da abertura das inscrições ministros do STJ e outras autoridades do Judiciário, representantes do Ministério Público e da advocacia, além de renomados juristas e professores. Entre as autoridades estavam o ministro Gilmar Mendes, representando a presidência do Supremo Tribunal Federal; o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto, presidente do Conselho Superior do Instituto Innovare, e Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, que mantêm o Instituto Innovare.

Uma das novidades este ano é que a premiação tem tema livre nas categorias Juiz, Defensoria Pública, Tribunal, Advocacia e Ministério Público. Qualquer prática jurídica que tenha contribuído com a Justiça brasileira de forma inovadora poderá ser inscrita.

Na categoria Prêmio Especial, outra grande inovação: pela primeira vez, a premiação abre espaço para profissionais graduados em qualquer área de conhecimento, que poderão se inscrever no concurso de monografias com o tema "A Justiça do Século XXI". A coordenação é da pesquisadora da Universidade de São Paulo Maria Tereza Sadek, que também participou da cerimônia.

O objetivo do Instituto Innovare com essa iniciativa é estimular pessoas que, a partir de sua experiência profissional e atividades acadêmicas, tenham contribuições para melhorar a Justiça no país. As monografias não poderão abordar questões de direito material ou processual, e têm como requisito para serem admitidas a aplicação prática voltada para o funcionamento da Justiça. O trabalho deve apontar soluções para problemas enfrentados pelo Judiciário.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o Prêmio Innovare ataca o pensamento dominante de que o universo jurídico é fechado, avesso a inovações e ao intercâmbio com outras áreas do conhecimento. Segundo Cardozo, a premiação, que ele chamou de “Oscar do Judiciário”, faz inovação em si mesma, ao deixar o tema aberto e atrair a reflexão realizada fora do universo jurídico.

As inscrições das práticas poderão ser feitas até 31 de maio pelo site, onde também está o edital para a categoria Prêmio Especial. A partir desta edição, em razão da recente resolução do CNJ que limita o patrocínio de eventos no Judiciário, os vencedores não receberão prêmios em dinheiro. O reconhecimento será por meio de troféu e menções honrosas, distribuídas em todas as categorias.

A Comissão Julgadora do Prêmio Innovare é composta por nomes do meio jurídico, incluindo diversos ministros do STF e dos tribunais superiores, o procurador-geral da República e advogado-geral da União, juristas e advogados. Este ano, o grupo passa a contar com a participação do médico e escritor Dráuzio Varella, único membro que não integra a carreira jurídica.

Dos 30 jurados, seis são ministros do STF, incluindo seu presidente, Joaquim Barbosa. Oito são ministros do STJ: Felix Fischer (presidente), Gilson Dipp, Nancy Andrighi, Sidnei Beneti, Mauro Campbell Marques e Cesar Asfor Rocha (aposentado).

Criado em 2004, o Innovare tornou-se um dos prêmios mais importantes da Justiça brasileira. Foram inscritas mais de 2,7 mil práticas, vindas de todas as regiões do país, e mais de 60 ideias inovadoras foram premiadas. As práticas premiadas também passam a integrar um banco de dados do Innovare e são divulgadas pelo país. Esse trabalho é realizado pela Comissão Difusora, composta por dez magistrados. Entre eles estão dois ministros do STJ, Luis Felipe Salomão e Marco Aurélio Bellizze.

Ao encerrar a cerimônia, o ministro Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF e presidente do Conselho Superior do Instituto Innovare, ressaltou que a premiação, marcada para dezembro, é uma ferramenta muito proveitosa para alcançar o que, de fato, mais interessa: a construção de um Judiciário moderno, célere, seguro, independente e mais próximo da sociedade. Com informações da assessoria de imprensa do STJ.

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2013, 21h40

Comentários de leitores

1 comentário

boicote

Prætor (Outros)

Este projeto está fadado ao desaparecimento.
É que o CNJ, pretendendo ser mais realista que o rei, proibiu os prêmios que, com justiça, eram concedidos aos vencedores do Innovare.
Não que ninguém se inscrevesse nisto por dinheiro, mas a concessão do prêmio era um justo reconhecimento pelo trabalho inovador desempenhado.
Agora, com esta absurda restrição, penso que a comunidade jurídica deveria boicotar este Innovare e exigir do CNJ que apresente, ele próprio, as iniciativas para modernizar o Judiciário Brasileiro.

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