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Prova da advocacia

Exame da OAB terá questões de Filosofia do Direito

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado, anunciou que o Exame de Ordem Unificado passará a ter uma ou duas questões de Filosofia do Direito. O anúncio foi feito por em aula magna para os alunos da Faculdade de Direito da PUC de Minas Gerais, nesta segunda-feira (18/3), em Belo Horizonte. “Não basta o estudante conhecer as disciplinas profissionalizantes, mas também as propedêuticas, como Filosofia, Sociologia e Introdução ao Estudo do Direito”, afirmou o presidente da OAB.

Marcus Vinicius defendeu a aplicação do Exame de Ordem como garantia de qualidade do exercício da advocacia. “O cidadão precisa de profissional preparado para defendê-lo adequadamente”, ressaltou. Segundo o presidente da OAB, pesquisa da entidade apontou que mais de 70% dos estudantes de Direito são favoráveis ao Exame. Na avaliação de Marcus Vinicius, os números comprovam que “os alunos sabem que o melhor para o futuro deles é não ser nivelado por baixo e que, depois de aprovados, participam de uma profissão que tem qualidade”.

Também na aula magna, cujo tema central foi “Devido Processo Legal e o Estado de Direito”, Marcus Vinicius destacou a importância do respeito à inviolabilidade do direito de defesa e da indispensabilidade do advogado para que a garantia seja assegurada a todos os cidadãos. “Se o advogado não tem liberdade para contestar o Estado, então o cidadão não terá justiça. Proteger o trabalho do advogado é proteger o cidadão. As prerrogativas do trabalho do advogado, como ter acesso aos autos de um processo, são também prerrogativas do cidadão”, pontuou o presidente do Conselho Federal da OAB. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 19 de março de 2013, 18h01

Comentários de leitores

2 comentários

Discordo do Dr. Zé Machado

Daveslley Oliveira Cardoso (Advogado Autônomo - Administrativa)

E desde quando a advocacia por si só "enche barriga"?
Há advogados assalariados recém-formados que percebem por mês R$ 1.600,00. Muitos se formam nas mais de 1.100 faculdades de Direito(públicas e privadas)espalhadas pelo país, e não têm condições financeiras suficientes para montar nem o seu próprio escritório, resultado: se proletarizam vendendo sua mão de obra aos médios e grandes escritórios de advocacia.
Há advogados que passam mais de sete anos para poder se ajustar financeira e profissionalmente. E lhe digo, são ótimos profissionais, trabalham muito e se dedicam bastante aos seus estudos e qualificação. Do outro lado, há professores de filosofia que ensinam 20h em colégios particulares da Bahia, do Pernambuco, Minas Gerais e de Goiás que tiram por mês R$2.800,00, fora as aulas que ministram em outros colégios ou faculdades.
Pelo visto a situação é outra, filosofia enche barriga, e muito...
Um Advogado, Magistrado, Membro do Ministério Público sem os conhecimentos das Filosofias Geral e Jurídica não conseguem abstrair e nem atuar em seus ofícios com profundidade de pensamento e sabedoria, se tornam, simplesmente, meros repetidores da técnica, sem protagonismo diante da dura realidade que são obrigados a enfrentar diariamente.

Culinária

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Em breve teremos questões de culinária no Exame.Advogado precisa aprender coisas objetivas, relativas ao direito e processo. O resto é enrolação.Filosofia não enche barriga nem ganha causa.

Comentários encerrados em 27/03/2013.
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