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Tribunal do júri

Justiça aceita denúncia contra acusados por mortes em UTI

A Justiça do Paraná decidiu aceitar a denúncia do Ministério Público contra oito acusados de provocar a morte de pacientes internados na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba. São quatro médicos, três enfermeiras e uma fisioterapeuta. O caso agora tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, que decretou segredo de Justiça sobre o caso, segundo informações da Folha de S.Paulo.

De acordo com o MP, os profissionais, sob o comando da ex-chefe da UTI, a médica Virgínia Helena Soares de Souza, aplicavam bloqueadores neuromusculares ou anestésicos, para então reduzir a quantidade de oxigênio dos doentes e provocar a morte por asfixia. Todos os denunciados negam as acusações.

Segundo a defesa de Virgínia Helena, feita pelo advogado Elias Mattar Assad, a dispensa de documentos na UTI “segue normas rígidas” e seria impossível que ela desse ordens verbasi sobre isso. Para o advogado, os prontuários médicos da UTI vão mostrar que sua cliente agiu de acordo com a literatura médica.

O MP afirma que os procedimentos de asfixiar os internados na UTI estão registrados nos prontuários. "Não havia indicação terapêutica justificada para que os pacientes recebessem esses medicamentos", afirma a promotora Fernanda Garcez. A polícia ainda investiga outras mortes.

Revista Consultor Jurídico, 16 de março de 2013, 11h00

Comentários de leitores

2 comentários

Grande descoberta

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Se estivesse escrito na petição inicial da ação penal que a Acusada "assassinou" um prato de sopa a peça seria recebida. Assim como a Humanidade descobriu no passado o fogo, a roda, a pólvora e a imprensa, agora os juízes descobriram que chancelar as condenações impostas previamente pela mídia é uma forma fácil de conseguir apoio da própria mídia e da população. Como se diz aqui no interior, juntou-se "a fome com a vontade de comer".

Será que a única UTI que faz isso no Brasil?

Olympio B. dos S. Neto (Advogado Autônomo)

Não estou defendendo a, suposta, prática destes profissionais de saúde, mas, de tantos relatos de mortes misteriosas serem relatadas constantemente em várias regiões do Brasil, penso só a medicina que exercida em outros lugares do Brasil é isenta de falhas e segue a risca a ética médica, e, ainda, nunca viola o Código Penal.
Acho que precisamos de membros do MP mais atuantes em outras partes do país.

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