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Caso Eliza Samudio

Juíza nega pedido de suspensão do júri de Bruno

A juíza Marixa Fabiane, responsável pelo julgamento do ex-goleiro Bruno, acusado pela morte de Eliza Samudio, começou a primeira sessão do júri, nesta segunda-feira (4/3), negando todos os pedidos da defesa. Os advogados do goleiro queriam adiar o julgamento, principalmente baseados em recurso impetrado para retirar do caso o atestado de óbito de Eliza, cujo corpo nunca foi encontrado. A juíza negou o pedido alegando que o recurso não tem o efeito suspensivo. As informações são do site G1.

De acordo com o advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, não há provas da morte de Eliza nos autos do processo, já que, para ele, “o atestado de óbito é uma fraude”. Outro problema apresentado por ele é que há outro inquérito sobre o mesmo caso correndo em paralelo, que investiga o sumiço de mais de 100 páginas do processo.

A possibilidade de o goleiro fazer um acordo de confissão com o Ministério Público chegou a ser considerada. Segundo o advogado José Arteiro, assistente da acusação, "todo mundo já sabe que foi ele que mandou matar a Eliza, porque o Macarrão entregou isso no julgamento". Ressaltou, no entanto, que um acordo teria de ser “bom para todos”.

O advogado de Bruno negou a possibilidade. “Não existe acordo. Aquela imoralidade, indecência que aconteceu com o Macarrão é absolutamente irregular. Aquilo é ilegal, não existe no direito brasileiro.”

De acordo com a reportagem do G1, a etapa desta terça do julgamento foi marcada pelo choro de Bruno. No início da sessão, o goleiro lia passagens de uma Bíblia que tinha nas mãos. Foi criticado por José Arteiro: “Ele sempre veio como príncipe etíope e agora recebeu nova instrução dos advogados e chorou. Isso é cena. Porque durante todas as audiências e no primeiro julgamento, ele sempre estava sorrindo como se nada estivesse acontecendo com ele".

Outro destaque da primeira sessão foi a dispensa de diversas testemunhas arroladas pela defesa. Eram 15 testemunhas, cinco convocadas pela acusação e dez pela defesa. E dessas, dez foram dispensadas. O término do julgamento está previsto para a quarta-feira (6/3).

Revista Consultor Jurídico, 4 de março de 2013, 21h31

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