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Poder de filtrar

Comissão quer demissão de filho de general da Abin

O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, defendeu neste domingo (9/6) a demissão do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ronaldo Martins Belham, por suas ligações familiares com o general da reserva José Antonio Nogueira Belham. O seu pai foi chefe do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro na época em que ex-deputado-federal Rubens Paiva foi assassinado, em 1971, após ser preso e levado para o departamento.

Segundo Damous, a nomeação de Ronaldo Belham para cargo de diretoria da Abin é, no mínimo, inconveniente. "Ainda que ele nada tenha a ver com os episódios, hoje sob investigação, de torturas e desaparecimentos ocorridos à época da ditadura, a sua suspeição é evidente pelas funções que exerce atualmente". O filho do ex-chefe do DOI-Codi, detém o poder de filtrar e impedir que informações que receba daquele período venham a público, tendo em vista que o seu pai pode estar envolvido naqueles episódios.

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) já publicou documento em que atesta que o general Belham recebeu, quando chefiava o DOI-Codi do Rio de Janeiro, dois cadernos de anotações que pertenciam a Rubens Paiva. O nome de Belham aparece escrito de caneta na folha amarelada como o responsável por receber o material. O subcomandante era o major Francisco Demiurgo Santos Cardoso. O documento que desmontou a versão do Exército foi encontrado, no fim do ano passado, pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na casa do coronel da reserva do Exército Julio Miguel Molinas, já falecido.

A CNV tenta localizar o general da reserva Belham para que ele possa ser ouvido e explicar as circunstâncias da madrugada de 20 de janeiro de 1971.

Revista Consultor Jurídico, 9 de junho de 2013, 14h27

Comentários de leitores

11 comentários

Questão de interpretação

Roberto Rodrigues Ramos (Suboficial da Aeronáutica)

A interpretação do nobre presidente dessa Comissão é muito subjetiva. O filho nada tem a ver com o passado do pai. Vão querer, a qualquer momento, que o filho do filho também seja responsabilizado por atos de outrem. Nobre presidente, não procede e assim começo a vislumbrar uma vindita.

Parabéns Professor Niemeyer!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

O lúcido comentário do professor Niemeyer, nos leva à uma única conclusão reflexiva: os membros da tal CNV foram acometidos pelo mal da "dengue" em razão disso, perderem a razão, e estão a delirar à toa. Por outro lado, o onisciente "professa Gabbardo" deve tecer boas lições de civilidade aos seus infaustos (e vítimas!) alunos. Ora, pelo amor ao bom senso, qual a responsabilidade teria o cidadão no episódio em comento, pelo simples fato de ser filho de um acusado(e jamais condenado!)? A - ainda! - vigente Lei de Anistia deu ensanchas a famigerado Tribunal Títere ou de Exceção professa Gabbardo?

Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)

Observador.. (Economista)

Concordo com o senhor. Afinal Terrorismo é crime contra humanidade e imprescritível.Portanto, ao se recriar a história, através da verdade de alguns, estão fazendo tudo, menos justiça.Apenas estão refazendo a história, como alguns livros de ficção apontaram ser comum em estados de inspiração totalitária.

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