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"Conduta de vândalos"

OAB-RJ repudia ataques de populares a Lewandowski

O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, repudiou com veemência o ataque sofrido pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, ao sair da Escola Estadual Mario de Andrade, em Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, local onde votou em seu candidato a prefeito de São Paulo. Lewandowski foi vaiado e xingado de "bandido, corrupto, ladrão e traidor" por populares que aguardavam a sua saída do local de votação. Isso porque o ministro absolveu alguns dos réus na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Para a comunidade jurídica, em especial constitucionalistas e criminalistas, a atuação do ministro Ricardo Lewandowski foi irrepreensível e seus votos bastante técnicos. Mas a noção popular impôs que só as condenações seriam válidas, já que todas as acusações, quaisquer que fossem, seriam verdadeiras por definição. Assim, os principais advogados dos acusados passaram a ser hostilizados e insultados publicamente — evidenciando o passionalismo que cerca o assunto.

"Trata-se de conduta de vândalos, com conotações fascistas. Em julgamento de processos, não há juízes heróis nem juízes vilões. Cada um julga de acordo com a prova dos autos e com as suas convicções", afirmou Damous, em relação aos ofensores do ministro do STF.

Segundo o presidente da OAB-RJ, o país está assistindo "a uma espécie de ovo da serpente na sociedade brasileira, a partir de clamores condenatórios e pré julgamentos, com pretensões de condicionar e coagir o Poder Judiciário".

Damous acrescentou que é importante que o presidente do Supremo Tribunal Federal venha a publico repudiar "essas manifestações de caráter intolerante e fascista, que nada têm a ver com a democracia".

Revista Consultor Jurídico, 28 de outubro de 2012, 18h22

Comentários de leitores

17 comentários

Ataques ao ministro lewandowski

Irani de Souza Araujo Leal Ferreira (Advogado Autônomo)

Não justifica uma atitudes como essa!
O Ministro LEWANDOWSKI, tem agido de forma imparcial.
Infelizmente, o leigo não entende os meandros do Direito. Mesmo assim, em nada justifica tamanha falta de respeito.
Esperamos uma nota de repúdio por parte do Ministro Carlos Aires Britto.
Irani de Souza Araújo Leal Ferreira - Advogada em Brasília.

Liga nao prof. Adalberto.

Ricardo (Outros)

O ídolo do prof. Armando Prado e o ZDirceu, que anda de jatinho pra baixo e pra cima e toma vinho de R$ 5.000, a garrafa, coisa que nenhum de nos, da chamada zelite, teria condições de fazer.
E o Lula então, que figurou na Forbes, foi guindado a elite há muito tempo.
Ou seja, essa retórica inflamada do Armando Prado e discurso
pra boi dormir.

Dá entrevista até para a geladeira

Flávio Lucas (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Esse senhor presidente da OAB/RJ não perde nenhuma oportunidade para aparecer.
É impressionante.
Sempre de forma errática, e com um discurso panfletário, datado e antiquado, que remonta aos anos 60, se pronuncia sobre tudo. Sobre a derrota do Flamengo, sobre a vitória do Vasco, sobre o cabelo da Dilma, sobre a capa da Playboy. Enfim, cuida-se de um falastrão.

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