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Tribunal de Ética

Advogado é acusado de ameaçar cliente

A 24ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul, em Bela Vista, recebeu mais uma acusação a advogado. Ele é acusado de estelionato, falsidade ideológica e ameaça.

A acusação foi feita no dia 10 de outubro. Desta vez, ele teria ameaçado agredir e matar um cliente. Tal advogado tem contra si denúncia na Seccional e seu julgamento está previsto para o próximo mês, no Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem.

Se comprovadas as acusações, sua licença para advogar será suspensa provisoriamente. A acusação da vez foi repassada pelo presidente da Subseção da OAB-MS em Bela Vista, Adhemar Godoy. No boletim de ocorrência, a vítima afirma que o advogado teria desrespeitado sua honra e feito ameaças por causa do pagamento de assistência em um caso de pensão alimentícia.

“Você nunca me pagou, do que está falando? Você está do lado do pato e perdeu o advogado. Sem vergonha, você não é homem. Vou te dar um tapa na cara, e se você falar que é homem agora, vou te dar um tiro na cara”, é o que consta no boletim de ocorrência sobre a suposta ameaça.

A vítima ainda informou na delegacia de polícia do município que o advogado teria colocado a mão na cintura e que havia possivelmente uma arma com ele. A OAB-MS está tomando providência para averiguar o ocorrido. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-MS

Revista Consultor Jurídico, 28 de outubro de 2012, 11h04

Comentários de leitores

7 comentários

Olhar enviezado

Ana Só (Outros)

No Brasil, exerce-se de preferência o Direito Penal do inimigo. A alegação, logo de início, é tomada como prova. O "suspeito" já perde na largada, pois, em uma investigação imparcial, e minimamente científica, deveria ser investigado não apenas aquele que é acusado, mas também a procedência e a credibilidade da denúncia e do seu autor, antes mesmo de ser instaurado inquérito. Pessoas inocentes são falsamente acusadas e pouca chance têm, durante todo o processo, de ser ouvidas e acreditadas. Além disso, as circunstâncias que culminaram com o "fato" e os detalhes, o histórico do relacionamento entre acusador e acusado, nunca são levados em conta. A Justiça toma o final da história como se verdadeiro fosse e parte desse ponto. O nome do acusado vai para todas as partes, é visto e folheado por todos os "interessados", e o acusado, simbolicamente, como que passeia de camisolão branco em praça pública, numa carroça aberta, sua vida e sua carreira são prejudicadas, para só depois - se tiver sorte - ser, quem sabe, considerado inocente "por falta de provas", o que não demonstra inocência de fato. Michel Foucault, em "Vigiar e Punir" fala muito sobre isso - e diz que as penas físicas foram apenas substituídas por outros tipos de castigo abstratos, que a Justiça imagina serem mais sutis.
Desconfia-se que haja muito mais inocentes nas prisões brasileiras do que se pode supor. Este é um país perigoso de se viver, onde abundam denúncias caluniosas e maliciosas com o fito de vingança ou de lucro. Nada diferente do tempo do nazismo, qualquer um denuncia o outro e a partir disso dá-se a "execução".
Se fosse investigada a procedência da denúncia, cairia drasticamente o número de delações. Este não é um país de, ou para, inocentes. É um país para quem faz acordos.

Fico com o primeiro comentário

Rodrigo P. Martins (Advogado Autônomo - Criminal)

O brasileiro e seu dom natural de julgamento, sempre pela acusação...

Delírios de VG

Ricardo (Outros)

O fato de nao ser comprovado nao significa dizer que nao existiu.

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