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Falta de segurança

Morre desembargador baleado em tentativa de assalto

O desembargador aposentado Gilberto Fernandes morreu, na madrugada desta sexta-feira (26/10), após ser baleado durante uma tentativa de assalto em Niterói (RJ). Ele foi atingido na cabeça e no pescoço e foi levado para o Hospital Azevedo Lima. O magistrado chegou a ser operado, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil informou que vai solicitar as imagens de câmeras de segurança de prédios próximos ao local onde o crime ocorreu para tentar identificar os assassinos. O caso foi registrado na 77ª Delegacia, de Icaraí (RJ).

Gilberto Fernandes foi o primeiro desembargador negro a ingressar no Tribunal de Justiça fluminense, nomeado em 1974. . Ele se aposentou em 2004.

O magistrado Gilberto Fernandes, nomeado juiz de Direito em 1974, foi o primeiro negro a se tornar desembargador da Corte fluminense. Ao longo de sua trajetória, dedicou-se com afinco e seriedade até o momento da aposentadoria, por implemento de idade, em 2003, quando era integrante da 13ª Câmara Cível. 

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da OAB de Niterói, Antônio José Barbosa da Silva, lamentou o assassinato. “Foi uma perda lamentável. Gilberto Fernandes vai integrar a triste galeria da OAB de advogados vítimas da violência em Niterói, que já está com 13 nomes”, disse.

Para o presidente da OAB de Niterói, houve relaxamento da segurança pública em Niterói e São Gonçalo. “No último debate sobre segurança pública na OAB, em julho, já tinhamos feito uma alerta sobre o relaxamento da segurança pública em Niterói e São Gonçalo. Com o relaxamento da segurança, os assaltos, os roubos de carros e as invasões de residências voltaram a acontecer. A bandidagem invadiu as duas cidades”, afirmou.

Antônio José defendeu uma campanha permanente da sociedade pelo reforço da segurança policial em todo o estado e não apenas na capital. “O reforço policial só acontece após um crime e devido a pressão da imprensa. Depois disso, tudo volta ao normal e os bandidos voltam a agir”, disse.

Em nota, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro afirmou estar de luto pelo acontecido. De acordo com a nota, "infelizmente, mais uma vez uma morte violenta em Niterói coloca de luto toda a magistratura do Rio de Janeiro. Esta tragédia comprova a necessidade urgente de se pensar sobre a violência que destrói e permeia nossa sociedade, e exigir providências imediatas para o cumprimento da garantia constitucional de segurança". 

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2012, 11h31

Comentários de leitores

4 comentários

Tragédia

Rafael Gonçalves de Melo Rosa Mendes (Outros)

Realmente é uma tragédia. Que DEUS conforte seus familiares.

A morte comanda o espetáculo

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Devemos nos acostumar ao espetáculo da MORTE, que ceifa vidas de CIDADÃOS colocados em situação de absoluta vulnerabilidade pels LEI DO DESARMAMENTO. Enquanto não se fizer algo sobre isso, não adianta gritar contra a 'criminalidade', ou, melhor dizendo, usando o eufemismo 'violência urbana', utilizado pelos comunicólogos de plantão para justificar o morticínio a que asstimos todos os dias...

Até quando?

Observador.. (Economista)

Vamos aguentar tanta violência, que nos engolfa há tanto tempo? O que fazer contra a manipulação das palavras e idéias , que transformam em "justiceiros" , quem defende mais rigor para marginais e mais direito à vida às pessoas de bem?

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