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Advogados britânicos chegam ao Brasil nesta segunda

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Não é de hoje que a Inglaterra demonstra interesse no mercado jurídico brasileiro. Desde que a crise financeira chegou ao velho continente, esse interesse tem crescido no mesmo ritmo em que desaba a economia britânica. É com o objetivo de fazer parte do mundo de oportunidades que é o Brasil que uma delegação de advogados desembarca em São Paulo na segunda-feira (22/10).

O grupo chega à metrópole brasileira liderado pela Law Society of England and Wales, a OAB inglesa. São 16 advogados que deixam o Reino Unido e acompanham a Law Society para ampliar sua rede de relacionamentos. Estão programados dois dias, terça e quarta-feira (23 e 24/10), de network. A expectativa é de que 75 advogados participem dos encontros, entre eles, alguns do Chile e da Argentina.

A chegada dos advogados a São Paulo foi programada propositalmente para coincidir com a data em que o prefeito do distrito financeiro de Londres, a chamada City of London, estará na capital paulista. A Law Society espera, assim, aumentar as chances de seus advogados serem apresentados para as grandes empresas e para os grandes escritórios de advocacia no Brasil. O prefeito viaja acompanhado de uma delegação de cerca de 30 pessoas com o objetivo de promover o mercado de negócios da Inglaterra na América Latinas.

Como parte dos preparativos da missão Brasil, a Law Society promoveu, em setembro, um seminário em Londres para apresentar para os advogados o mercado jurídico do Rio de Janeiro. A proposta foi mostrar aos profissionais britânicos de que maneira eles podem se valer do potencial da cidade, que vem crescendo com a proximidade da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. No mesmo mês, o presidente a Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, esteve em Londres. Foram dois dias de encontros com a advocacia britânica e conversas sobre o intercâmbio de serviços jurídicos entre os dois países.

A luz no túnel
O mercado de serviços jurídicos é uma das apostas da Inglaterra para tirar o país da crise. Os tempos sombrios para a economia britânica têm afetado os escritórios de advocacia, principalmente os pequenos, como revale a Law Society. Ainda assim, o setor é visto como saudável.

Em 2010, os serviços jurídicos geraram 25,5 bilhões de libras, o equivalente a 1,9% do PIB do Reino Unido. Sozinhas, as quase 11 mil firmas de advocacia na Inglaterra e no País de Gales movimentaram 19,8 bilhões de libras. Há quase 100 mil advogados empregados pelas bancas e outros 110 mil não-advogados auxiliam o trabalho dos defensores.

A saúde do mercado jurídico na Inglaterra é devida, em grande parte, à exportação dos seus serviços, contou a Law Society para a Consultor Jurídico. A entidade acredita que o fato de as grandes barcas terem se expandido para países estrangeiros ajudou com que mantivessem o ritmo de subida. De acordo com a Ordem, o Reino Unido é o maior exportar de serviços jurídicos. O setor arrecadou 3,6 bilhões de libras em exportação em 2010.

Doze das 100 maiores bancas de advocacia do mundo estão no Reino Unido. Os escritórios britânicos movimentam 14% do total mundial gerado por serviços jurídicos. Para se ter uma ideia do poder do mercado inglês, a renda de todas as bancas de todos os outros países da União Europa, somada, chega a 19% do total mundial.

A expectativa é de que o sucesso do setor de negócios jurídicos inglês cresça ainda mais com a abertura do mercado para investimento externo. Desde o começo do ano, qualquer um pode abrir ou investir em um escritório de advocacia (os serviços legais, claro, continuam sendo prestados por um advogado devidamente qualificado). Uma nova lei, apelidada de Tesco Law, é a responsável pela abertura. O apelido da lei se deve ao fato de que, hoje, a maior rede de supermercado do país, o Tesco, já pode abrir seu próprio escritório de advocacia.

Em fevereiro, o então presidente da Law Society, John Wotton, comemorou a mudança. Em entrevista exclusiva concedida à revista Consultor Jurídico, ele disse acreditar que a chegada de investimento externo vai fortalecer a advocacia britânica. Wotton ressaltou a importância dos estrangeiros para o Londres. “O estabelecimento de escritórios estrangeiros em Londres é o que nos ajuda a manter a nossa posição como o centro mundial de serviços jurídicos”, disse.

Também de olho na mudança, a Law Society está promovendo uma grande campanha publicitária em toda a Inglaterra e o País de Gales para incitar as pessoas a consultarem um advogado. A Ordem distribuiu cartazes em cinco mil ônibus e 220 estações de trem com dizeres como: “O relacionamento não está indo bem? Consulte um advogado”; “Problemas com os vizinhos? Consulte um advogado” e “Quem fica com as joias da família? Consulte um advogado”. A entidade também preparou para outubro uma rodada de editoriais em jornais regionais para explicar por que é importante contratar um advogado.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico na Europa.

Revista Consultor Jurídico, 20 de outubro de 2012, 6h42

Comentários de leitores

3 comentários

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Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Se não me engano e se não estiver ficando senil é nesse mesmo boletim eletrônico e informativo de HOJE que o presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, defende a independência da advocacia brasileira e reforça a inadmissibilidade de qualquer prospecção de implantação de escritórios alienígenas em nosso país, exceto para fins de consultoria em assuntos de empresas estrangeiras já existentes por aqui e ainda ssim com fiscalização contínua para que não se extrapole dessa conduta.... Agora vem essa notícia de que o mesmo colega vem mantendo conversas de parcerias com os tais escritórios ingleses ? Tem gente 'pirada' nessa história; eu, o Conjur, ou o Ophir. É preciso conferir e buscar ajuda médica.

Só pode ser piada

RAFAEL ADV (Procurador do Município)

Só pode ser piada... Os Brasileiros que vão para Inglaterra são tratados como foi o caso do brasileiro morto no metrô... E agora os advogados ingleses vão vir ao Brasil ROUBAR/CAPTAR clientes dos advogados brasileiros, sem fazer exame da ordem e sem pagar anuidades ??? Só pode ser piada... ESPERO QUE A OAB FAÇA ALGO E NÃO DEIXE QUE ADVOGADOS DE FORA ROUBEM CLIENTES DOS BRASILEIROS... Já não bastas os advogados falkatruas que roubam clientes, agora teremos competição com advogados estrangeiros ? ridículo!!!!!!!!!!

interessante

MSRibeiro (Administrador)

Para advogados que apoiam políticas anti-imigrantes, inclusive contra brasileiros, que vantagem Maria leva recebendo esses caras que querem invadir nosso mercado? A OAB já foi convidada para ir ao Reino Unido para participar do mercado deles? Brasil, um país de tolos.

Comentários encerrados em 28/10/2012.
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