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AP 470

Para ministros, reformas durante mensalão são legais

Pelo menos cinco ministros do Supremo Tribunal Federal sinalizaram, nesta terça-feira (9/10), que a configuração de compra de apoio político no Congresso Nacional entre 2003 e 2004 não será suficiente para anular as reformas legislativas ocorridas na época. A discussão sobre o assunto ocorreu no fim da sessão desta terça no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

O assunto já havia sido abordado anteriormente pelo ministro Ricardo Lewandowski, revisor da ação, durante uma discussão sobre o alcance do voto dos ministros sobre o crime de corrupção passiva. Para ele, não ficou comprovado que há elo entre o oferecimento de propina e a votação nas reformas previdenciária e tributária, mas a maioria dos ministros pensa o contrário. “Se esse plenário no trânsito em julgado entender que houve fraude na reforma tributária a previdenciária, aí surge a questão da nulidade”, disse Lewandowski.

Nesta terça o assunto foi retomado pelo ministro Gilmar Mendes, que entendeu que a legalidade das reformas está mantida. Embora sem adiantar votos, o posicionamento foi seguido pelos ministros Luiz Fux, Rosa Weber e pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa.

Lewandowski concordou com os colegas, mas disse que a questão “se revela muito problemática”. O presidente da corte, Carlos Ayres Britto, disse que só vai falar sobre o assunto nesta quarta-feira (10/10), quando votar nos casos de corrupção ativa.

As reformas previdenciária e tributária foram aprovadas no segundo semestre de 2003, com apoio do PP, PTB, PL (atual PR) e do PMDB. O STF já definiu que líderes desses partidos foram corrompidos pelo esquema conhecido como mensalão. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 10 de outubro de 2012, 4h58

Comentários de leitores

1 comentário

Inconstitucionalidade decorrente do Mensalão

Marcelo Nogueira Advogado (Advogado Autônomo - Tributária)

Estariam maculados os direitos políticos fundamentais do cidadão, a representatividade democrática e a soberania popular, pois a exigência constitucional do decoro parlamentar representa justamente a ligação que subsiste entre o eleitor e o eleito, durante o mandato parlamentar.
Todavia, a Constituição não manifesta expressamente a inconstitucionalidade da lei como consequência da falta de decoro parlamentar, referindo-se apenas à perda do mandato do congressista indecoroso. Mas, a ausência dessa previsão não impede o reconhecimento da inconstitucionalidade, por força da teoria dos Poderes Implícitos, segundo a qual a Constituição, ao prescrever os fins, necessariamente concede os meios.
Saiba mais em http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=49302

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