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Banco Santos

Administrador quer leiloar vinhos estragados

O administrador judicial da massa falida do Banco Santos, Vânio Aguiar, está tentando fazer o leilão de centenas de garrafas de vinho que o ex-banqueiro e controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, mantinha em sua adega. O problema é que as garrafas estão em estado de deteriorização, conforme laudo do perito Oliver Smith, contratado pelo próprio Vânio Aguiar.

A notícia deixou Cid Ferreria estarrecido. De acordo com o ex-dono do Santos, o administrador da massa falida tenta leiloar os vinhos para que não haja provas da má conservação. "Vânio Aguiar quer leiloar vinhos que ele próprio deixou estragar, para enganar credores, sumir com provas e transferir responsabilidades", explica Cid Ferreira.

O ex-banqueiro alerta para a deterioração do patrimônio sob responsabilidade de Vânio Aguiar. De acordo com Cid Ferreira, o desligamento de sistemas inteligentes de segurança, desligamento de ar-condicionado, não utilização de persianas especiais blackout, má conservação do sistema hidráulico e falta de controle de umidade, entre outras ações executadas por ordens expressas do administrador judicial Vânio Aguiar, vêm sendo responsáveis por prejuízos milionários aos credores.

Relatórios feitos pelos peritos do Museu de Arte Contemporânea (MAC) mostram que das 600 obras que estão no interior de mansão, 100 apresentam fungos, mofos e craquelamentos. O que significa problemas sérios de conservação em obras de arte, pinturas, esculturas e fotografias de mestres como Portinari, Di Cavalcanti, Brecheret, Frank Stela, Volpi, Irving Penn, entre outros.

Apesar de existir uma determinação do Tribunal de Justiça, o administrador ainda não permitiu que os danos fossem verificados in loco pelos representantes da Justiça. Além do problema dos vinhos estragados e das obras de arte, a casa está com vazamentos hidráulicos, reatores, elevadores quebrados e com sua parte externa degradada.

"Mas o administrador cobra do grupo de credores mais de R$ 300 mil mensais para administrar a massa falida do Banco Santos e de mais outras oito falências indevidamente pagas também por eles. Para onde está indo esse dinheiro?” questiona Cid Ferreira.

Clique aqui para ler o laudo da perícia.

Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2012, 15h47

Comentários de leitores

2 comentários

AFINAL, qual será a função do ADMINISTRADOR? 2

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Sim, o MAGISTRADO, que tem a faculdade de indicar o GESTOR, o ADMINISTRADOR, pode ter incorrido em CULPA IN ELIGENDO, já que NÃO SOUBE ESCOLHER quem devia.
E o Administrador que PERDEU, por sua NEGLIGÊNCIA, outro elemento da CULPA, o PATRIMÔNIO de que os CREDORES DISPUNHAM, para RECUPERAREM seus CRÉDITOS, sem demora deve RESPONDER pela PERDA dos BENS que sua OMISSÃO ou INCOMPETÊNCIA PROVOCOU.
A menos que, na REUNIÃO com os CREDORES, em que os ALERTOU sobre as DESPESAS QUE DEVERIA FAZER PARA A MANUTENÇÃO DO PATRIMÔNIO, pudesse DEMONSTRAR que DELES RECEBEU A RESPOSTA de que NADA DEVERIA SER GASTO e de que ELES ASSUMIRIAM o RISCO da PERDA do PATRIMÔNIO.
O Juiz que, tudo isto sabendo, NADA FEZ para IMPEDIR que a PERDA OCORRESSE, também RESPONDERIA por SUA NEGLIGÊNCIA. E, aliás não se diga que o acúmulo de trabalho o impediu de bem avaliar as consequências da perda do patrimônio, porque IURE NOVIT CURIA, ou o JUIZ CONHECE a LEI.
E, conhecendo-a, se não a aplicou, COMETEU FALTA GRAVE que, em qualquer País do Mundo civilizado, seria SANCIONADO.
É estarrecedor, portanto, e INDEPENDENTEMENTE DO QUE SE POSSA PENSAR do Sr. EDEMAR CID FERREIRA, que o ADMINISTRADOR da MASSA FALIDA tenha, por ação ou omissão, deixado um PATRIMÔNIO VALIOSO se perder e, portanto, perderem os CREDORES, dentre eles o ESTADO, a possibilidade de alguma recuperação.
O que é isto? Por que afastar da gestão alguém que tinha noção do VALOR do seu PATRIMÔNIO E DELE SABIA CUIDAR, para colocar como ADMINISTRADOR alguém que NÃO SABIA COMO CUIDAR deste tipo de PATRIMÔNIO?
Sancione-se o MAGISTRADO responsável pelo PROCESSO, porque foi OMISSO. E a OMISSÃO era notória, até pelo fato de que este assunto tem estado nas manchetes há muito tempo. Muito antes de que a perda fosse constatada!!!!

AFINAL, qual será a função do ADMINISTRADOR?

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Eis aí os FATOS e contra FATOS não há discussão que resista.
Vamos aos FATOS: 1. administrador é gestor? Administrar é ATUAR sobre alguma coisa. É por em prática alguma coisa. Gestor é quem gerencia, é quem, na função de ATUAR sobre alguma coisa, intervém SOBRE o DESTINO desta coisa. No caso, MASSA não é um conjunto pastoso, de forma indefinida, aglomerada química ou fisicamente. Está-se falando de que a COISA que deve ser GERIDA, ADMINISTRADA é u´a MASSA FALIDA.
No caso que temos em vista, a MASSA FALIDA é um conceito JURÍDICO e, até, NUMERUS CLAUSUS que designa um ACERVO, um CONJUNTO de BENS de um FALIDO. Portanto, ao contrário do que o LEIGO pode imaginar, um PADEIRO, que lida com MASSA, no sentido italiano da PÂTÉ, ou, mesmo, francês, da MASSA, PODE ser ADMINISTRADOR de u´a MASSA FALIDA, mas NÃO, NUNCA, JAMAIS, porque vai fazer comida, o pão, mas porque terá competência para ADMINISTRAR, GERIR um CONJUNTO de BENS, tal como o faria na sua PADARIA ou CONFEITARIA, em que, utilizando as suas máquinas, fornos, cozinharia os quitutes que ofereceria ao PÚBLICO.
Na MASSA FALIDA, temos que um ADMINISTRADOR, reconhecidos OS BENS DA MASSA FALIDA, competiria ir ao JUIZ e aos CREDORES e lhes dizer: "minha gente, o PATRIMÔNIO de que VOCÊS DISPÕEM é composto de QUADROS, OBRAS de ARTE que carecem de CONSERVAÇÃO e CUIDADOS, e BEBIDAS, VINHOS, CERVEJAS, WHISKIES e seja lá o que for, que TAMBÉM carecem de conservação em AMBIENTE ADEQUADO. O Administrador que, com conhecimento ou sem conhecimento de um JUIZ, NÃO FEZ NADA DISSO e que DEIXOU um PATRIMÔNIO assim composto se PERDER, DEVE RESPONDER, sim, POR MÁ GESTÃO e, até, há que ser avaliado ser foi GESTÃO FRAUDULENTA. Mas, estou convicto, de que o MAGISTRADO que o indicou, também. É que terá ocorrido CULPA!

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