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Prejuízo bilionário

Acionista processa TIM por desvalorização de ações

A JVCO, acionista minoritária da TIM Participações, informou nesta terça-feira (9/10) que abriu processo contra a Telecom Italia na Justiça do Rio de Janeiro. A JVCO, controlada pelo empresário Nelson Tanure, pede indenização sob alegação de ter sofrido prejuízo devido a abuso de poder por parte do grupo italiano. Segundo o empresário, "desde o afastamento de Luca Luciani, ex-presidente da TIM, os acionistas viram o valor da companhia ser reduzido em mais de um terço, o que corresponde a uma perda de R$ 10 bilhões". A notícia é do portal UOL.

Na ação, a JVCO afirma que durante gestão na TIM, Luciani adotou uma política comercial "agressiva que resultou em graves problemas de qualidade dos serviços prestados". 

Segundo a minoritária, representada pelo escritório de advocacia Bulhões Pedreira, a Telecom Italia indicou Luciani para os cargos de membro do Conselho de Administração e presidente da TIM, "quando sabidamente já se encontrava sob investigação promovida pelo Ministério Público italiano, por suspeita de prática de fraudes com o propósito de inflar a base de clientes da Telecom Italia". Luciani renunciou aos cargos no início de maio deste ano.

Na semana passada, a JVCO acusou a TIM de irregularidades no balanço, afirmando que a empresa tem uma dívida de R$ 6,6 bilhões, alegação negada pela operadora e que gerou um tombo no valor das ações da empresa. Para o presidente da Telecom Italia, Franco Bernabe, "não há um processo de pequenos investidores em geral. Há discussões com um investidor minoritário (Tanure)".  

A JVCO, parte da Docas Investimentos, de Tanure, era a antiga controladora indireta da Intelig, adquirida pela TIM em 2009. A empresa não informa o tamanho de sua participação na operadora.

O presidente da TIM, Andrea Mangoni, defendeu seu antecessor à frente da empresa no Brasil; e negou que a Telecom Italia tenha operado com abuso de poder sobre seus minoritários no Brasil. O executivo frisou que a empresa é sólida, e que sua reputação é o principal ativo da companhia. "O balanço da TIM é sólido, transparente e auditado", ressaltou. "Não apresentamos nenhum problema, não temos nenhuma dívida", completou.

Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2012, 21h50

Comentários de leitores

1 comentário

Arbitragem

Lucas da Silva (Estudante de Direito)

Tal caso é um exemplo de como a arbitragem seria útil, uma vez que, ao entrar no judiciário requerendo a aludida indenização, ao argumento de que o balanço da empresa teria sido fraudado, as ações da demanda cairam mais ainda, haja vista que o processo é público. Do contrário, na arbitragem o processo pode ser sigiloso, o que não acarretaria uma queda maior das ações da demandada, e, por consequência, não acarretaria ainda mais prejuízos à sócia minoritária (demandante). Falha dos advogados, a meu ver.

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