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Eleições na Venezuela

Hugo Chávez é reeleito para seu quarto mandato

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O presidente Hugo Chávez (Hugo Rafael Chávez Frias) foi reeleito presidente da Venezuela neste domingo (7/10). Com 90% dos votos apurados, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou, por volta das 22h (horário local), que Chávez obteve 54,42% por cento dos votos (7.444.082 votos). Em seu quarto mandato, Chávez permanecerá no poder por mais seis anos (2013-2019).

Seu principal opositor, o candidato de uma coalizão de partidos Henrique Capriles Radonski, obteve 44,97% dos votos (6.151.544 votos). Todos os demais candidatos obtiveram, portanto, apenas 0,61% dos votos. O total de votos válidos foi de 13.707.934. O total de votos nulos foi de 273.954.

A participação dos eleitores venezuelanos no processo eleitoral foi de 84% - ou seja, o índice de abstenção foi de apenas 16%, o que foi bastante comemorado por todos os partidos concorrentes, porque a votação não é obrigatória na Venezuela.

"Esta foi a eleição presidencial mais concorrida da história da Venezuela", declarou o chefe do comitê eleitoral chavista "Campaña del Comando Carabobo", Jorge Rodriguez. O chefe da campanha eleitoral opositora, Armando Briquet, disse à imprensa que a participação ativa dos eleitores e das testemunhas que vigiaram todo o processo de eleição e apuração "foi histórico".

A presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, Luisa Estela Moralez, declarou que nenhum tipo de delito eleitoral foi registrado durante as eleições presidenciais deste domingo. Também não foram registrados casos de prisão ou de qualquer forma de violência, de acordo com as autoridades militares que garantiram a segurança dos eleitores.

O advogado venezuelano Rafael Caldera, que já acompanhou vários processos eleitorais em seu país, disse à Conjur, por telefone, que não tem notícias de que qualquer ilegalidade jurídica tenha acontecido no processo eleitoral deste ano. "Uma dezena de organizações internacionais estão de olho nas eleições na Venezuela e, até o anúncio dos primeiros resultados, nenhuma queixa foi divulgada", ele disse. Para ele, estas foram as melhores eleições de todos os tempos no país.

O candidato da oposição Capriles Radonski foi o primeiro a aparecer na televisão, para falar sobre os resultados. Começou seu discurso dizendo que "para ganhar é preciso saber perder". Ele agradeceu os 44,97% dos votos e anunciou que os mais de 6 milhões de venezuelanos que votaram nele iniciaram um novo caminho para a Venezuela. E felicitou Hugo Cháves, pedindo que governe com grandeza e trabalhe para a unificação de todos os venezuelanos.

Independentemente das preferências dos eleitores, um fator que pesou nessas eleições foi a estratégia eleitoral de Chávez, durante todo seu tempo de governo. Chávez fez um trabalho de inclusão de milhões de venezuelanos, que até quando assumiu o governo, eram excluídos do processo eleitoral, segundo Jorge Rodrigues. Esses milhões de venezuelanos eram, evidentemente, pessoas das faixas mais pobres da população, que preferem o governo socialista de Chávez.

As urnas fecharam às 18h. Algumas permaneceram abertas porque ainda havia filas. As últimas urnas só fecharam por volta das 21h, principalmente por causa de mau funcionamento de algumas urnas eletrônicas. Em uma mesa de um centro eleitoral, elas foram substituídas seis vezes. A Venezuela já teve urnas eletrônicas em uma eleição anterior, mas esta é a primeira vez que elas foram usadas em todo o país.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2012, 0h10

Comentários de leitores

2 comentários

Viva!!!

Sersilva (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

a democracia de cada país. Feita de povo, pelo povo e para o povo. O resto é demagogia barata e hipócrita de uma burguesia falida e metida a besta ("americanista").

"Meter o bico"

Robespierre (Outros)

VIRADA EM SÃO PAULO; VITÓRIA EM CARACAS: O ELEITOR RESOLVEU 'METER O BICO'
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Manchete da Carta Maior
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"A imprensa brasileira é toda ela branca e conservadora". E mais: "votei em Lula em 2002 e 2006 e não me arrependo. Em 2010 votei em Dilma".
O novo ídolo da direita que sonha em morar em Miami: Joaquim Barbosa.

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