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Revisão de subsídio

juízes federais param por dois dias em novembro

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) decidiu pela greve de seus integrantes em assembleia geral extraorinária esta semana. A paralisação está marcada para os dias 21 e 22 de novembro deste ano e tem como principal reivindicação a melhoria nos salários da magistratura federal.

Para o presidente da Ajufe, o juiz federal Nino Toldo, a paralisação reflete o sentimento de desvalorização pelo magistrado. Ele explica que é uma das medidas para chamar atenção para a situação da magistratura e para exigir tratamento mais adequado.

Nino Toldo se diz contra a geve como forma de pressionar o poder público com suas demandas. Entretanto, respeita a decisão da maioria, manifestada em assembleia. “Há dentro da magistratura muitos associados favoráveis à paralisação por tempo indeterminado”, ressalta. Para ele, uma solução amigável seria o melhor.

Na assembleia foram aprovadas medidas como a recomposição integral das perdas inflacionárias do subsídio em 28,86%, a implantação do adicional por tempo de serviço e o alinhamento remuneratório entre a magistratura federal, o Ministério Público da União e as carreiras de juiz estadual.

A recomposição de 28,86%,alega a Ajufe, diz respeito às perdas inflacionárias do subsídio desde a sua adoção em 2005, período em que os magistrados federais só tiveram 9% de reajuste contra uma inflação de 40% (INPC do IBGE). A assembleia geral extraordinária foi precedida de reuniões preparatórias nos estados, onde foram apresentadas propostas de mobilização e de reivindicações.

Cerca de 750 juízes federais, que representam quase 50% dos associados, aprovaram, além da paralisação de dois dias, a decretação do “Estado de Mobilização”, o “Dia de Mobilização” até 15 de outubro e a não participação da “Semana de Conciliação”, de 7 a 14 de novembro. A Ajufe realizou a assembleia em duas formas: presencial, na última segunda-feira (1º/10), e a eletrônica, até as 19h desta terça-feira (2/10). Com informações da Assessoria de Imprensa da Ajufe.

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2012, 14h19

Comentários de leitores

2 comentários

Tatuar Direitos tuteláveis

DanielGoias (Advogado Autônomo - Internet e Tecnologia)

Não reajustar salário de servidores públicos, sejam rasos, sejam de grande padrão, de qualquer forma é uma ofensa ao direitos do cidadão, que está ali, exercendo a função de juiz, mediante a crença de que teria garantido o salário prometido pelo Estado, com as atualizações cabíveis. Todos podem prestar concurso e entrar em qualquer cargo público, de modo que não é qualquer privilegio do juiz, e sim do cargo. Não está lá quem não consegue, certamente com incompetência. Não tatuaremos direitos de ninguém.. vamos respeitá-los! http://tatuagens.org

Tadinhos

Luiz Gustavo Marques (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Eles ganham muito pouco, trabalham muito e quase não descansa (60 dias anuais de férias é muito pouco).

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