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Violência urbana

De Sanctis afirma que São Paulo vive uma guerra civil

O desembargador federal Fausto Martin De Sanctis, que atua no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, afirmou em entrevista à agência de notícias uruguaia MercoPress que São Paulo vive uma guerra civil e que o Brasil está de olhos fechados para esta guerra.

Segundo De Sanctis, considerado pela MercoPress um dos melhores juízes do Brasil, a violência existe porque há certeza da impunidade. “Estamos diante de uma guerra e as guerras devem ter legislação guerra. E se essa legislação não existe, o crime organizado acaba assumindo tudo”, afirma. Ele criticou ainda a falta de estrutura para os policiais, que segundo ele estão abandonados e são massacrados.

A reportagem mostra números da violência e assassinatos em São Paulo que, segundo a reportagem, estão relacionados com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. Segundo a MercoPress, desde maio pelo menos 93 policiais foram mortos pelo PCC em São Paulo. A reportagem cita ainda casos mais recentes noticiados pela Folha de S.Paulo.

Também é ressaltada na reportagem a demissão de Atônio Ferreira Pinto, que segundo a MercoPress, depois de sete anos no cargo foi uma das vítimas da crescente onda de assassinatos.

Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2012, 12h45

Comentários de leitores

9 comentários

Vida

Otávio Lurago da Silva (Outros)

Olha, se os números de um estado da federação são superiores ao de São Paulo eu não usaria isso para aliviar a situação, pelo contrário, só demonstra a calamidade da segurança pública no país.
Não se trata a morte de pessoas através de números, estamos diante de vidas, sejam elam dez ou milhares, principalmente neste caso em que temos uma facção criminosa dissipando o terror na sociedade.
Afinal, existe um número ideal para homicídios então? Ao meu ver é 0!
Mais investimento na polícia e no MP! Não à PEC 37, que inclusive foi aprovada dia 21 deste mês pela Câmara dos Deputados! ABSURDO!

Crime organizado

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

Sofro com o crime organizado, na minha cidade os moradores de certo bairro foram proibidos de comparecer na Delegacia sem alguém de confiança do Partido, daí, posso afirma peremptoriamente que a cooptação dos filiados se dá quando estes se encontram em liberdade e não na prisão, e que os batizados hoje são feitos por telefone. Outro mito é que o traficante entregue drogas para dependentes químicos, ora se fizer isso vai à falência e preso por homicidios multiplos, é proibido entregar drogas para viciados venderem. O Brasil é o único páis do mundo que cria leis ao invés de políticas criminais para desncarcerar . As leis beneficiam os presos num primeiro momento (ex vi 12403/11), mas terminam o prejudicando num segundo, pois se achando impune o individuo comete uma série de delitos e no momento da unificação das penas termina encarcerado e sem chances de liberdade. Deveria existir um órgão que recebesse todo custodiado na porta do estabelecimento penal e o encaminhasse imediatamente a um emprego / ocupação, bem como lhe fornecesse moradia. A maioia sai e busca amapro em antigos colegas do crimes voltando a delinquair, as vezes por questão de sobrevivência.

A bem da verdade

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

É imperioso que se diga, para os mais desavisados, que não existe a figura do 'simples usuário'. Quase todo o usuário (em especial o menos aquinhoado)é um 'pequeno traficante necessário'; sim porque para sustentar o seu vício se vê obrigado a vender a droga, traficando, pelo menos no varejo, para conseguir a sua porção de amanhã. Somem-se os milhares de micro-traficantes-usuários que assim agem para poderem manter o vício, de que já são escravos, e se terá a verdadeira extensão desse universo no qual se tenta dividir os dois grupos (usuários e traficantes). Já foi-se o tempo em que, quem comprava não vendia;apenas usava a droga . Não existe mais isso, exceto nas classes abastadas, onde a fonte de sobrevivência é outra, totalmente desvinculada do tráfico. Para o simples mortal, entrar no vício significa perder, em pouco tempo, o trabalho, a família, a dignidade e ter que traficar, também, para poder sustentar o que não pode mais ser adquirido por absoluta falta de condição financeira, exceto se o 'excedente' da droga for vendido e, dessa forma,o usuário e o traficante (pesado) se igualam, diferindo apenas no que toca às quantidades vendidas.Portanto, em regra, um usuário é também um micro-traficante em potencial e que poderá evoluir, disputando futuramente os pontos de venda com os grandes.

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