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Greve no Judiciário

Servidores de Alagoas param a partir desta terça-feira

Os servidores do Judiciário de Alagoas começaram, nesta terça-feira (20/11), uma paralisação de três dias. Eles reivindicam o pagamento do passivo da URV e do auxílio-alimentação, benefício que já é pago aos magistrados desde janeiro deste ano. Cerca de dois mil servidores, na capital e interior, adeririam à mobilização. As informações são do jornal Primeira Edição e do portal Terra.

De acordo com o jornal, o presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário de Alagoas (Serjal), Ednor Gonzaga Júnior, disse que a categoria vai tentar negociar com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho. Durante os três dias de paralisação, as audiências e demais serviços judiciais estarão suspensos. Serão mantidos apenas os emergenciais, como pedido de prisão e busca e apreensão de menores.

Em Rio Branco, no Acre, o Conselho Nacional de Justiça começou a mediar, nesta segunda-feira (19/11), a discussão entre o Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Acre e o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinspjac) sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores, segundo o portal Terra. Os funcionários estão em greve há mais de 40 dias no estado.

De acordo com o portal, a greve dos servidores conta com o apoio velado do desembargador Adair Longuini, presidente do Tribunal de Justiça. Ele se recusou a determinar corte de salários pelos dias não trabalhados, de acordo com o Terra.

Os servidores questionam as modificações introduzidas no texto do PCCR, que foi elaborado pela Fundação Getúlio Vargas ao custo de R$ 1,5 milhão. O plano ficou pronto em agosto e ia ser julgado e encaminhado como projeto de lei à Assembleia Estadual.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2012, 13h25

Comentários de leitores

1 comentário

Estatização das serventias judiciais: atraso e greves.

Registrador André (Outros)

A estatização das serventias judiciais prevista na CF 88, comemorada em Estados que ainda possuiam serventias judiciais titularizada por particulares (de forma semelhante à delegação dos notários e registradores), somente revela aquilo que todos estão cansados de saber. Tudo o que está nas mãos dos Estado funciona mal e é muito caro enquanto que tudo aquilo que puder ser delegado a terceiros particulares (fiscalizados pelo Judiciário), funciona melhor e mais barato. A Constituição Federal deveria admitir ambos sistemas para a população aferir qual funciona melhor. Pelo menos, não teríamos tantas greves e o serviço teria tudo para funcionar melhor. Quantos meses a justiça comum de São Paulo já ficou parada por causa das greves do judiciário?

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