Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Caso Eliza Samudio

Advogado admite manobra para desmembrar júri

O advogado Francisco Simim, que assumiu como principal defensor do ex-goleiro Bruno no caso conhecido como Eliza Samudio, afirmou que o pedido de destituição dos advogados de defesa foi uma manobra para tentar adiar o julgamento do goleiro. Não deu certo. As informações são da Folha de S.Paulo.

De acordo com o advogado, Bruno não tem interesse real de demiti-lo também. "Isso era para conseguir um possível desmembramento", entregou ele.

Simim, que era um defensor secundário de Bruno, assumiu a "titularidade" nesta terça-feira (20/11) pela manhã quando o goleiro destituiu seu defensor Rui Pimenta em plena sessão. "Ele mandou eu tirar umas férias", disse Pimenta, que continua agora apenas na condução de um Habeas Corpus.

Pimenta ainda disse que ficou surpreso com a decisão de Bruno, mas que irá respeitar. "Eu fui surpreendido [com a decisão]. Ele quis mudar de estratégia", afirmou, ao deixar o Fórum.

Quando questionado se estava preparado para assumir a defesa do goleiro, Simim fez uma comparação com o futebol. "[Estou] preparado, igual jogador de futebol. O advogado vive de resultados. Então, vamos aguardar para saber se eu estava ou não preparado", disse

Durante a conversa com os jornalistas, o advogado chegou a cambalear e teve de apoiar num muro que dá acesso ao plenário. Nesse momento, perdeu a linha de raciocínio ao tentar explicar sua linha de defesa de Bruno. "Estou muito cansado", disse.

Após tentar retomar o tema, disse que vai manter a linha de não haver provas materiais da morte de Eliza Samudio.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2012, 16h59

Comentários de leitores

2 comentários

Que decepção

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Tal qual no julgamento do MENSALÃO, os 'figurões da advocacia' de outrora, estão dando mostras de que não merecem mais esse título. Quanta lambança; quanta incompetência em nada compatível com vultosas importâncias cobradas a guisa de honorários. É certo que o dinheiro fraudulento (que por via indireta vai pagar os causídicos) veio de forma fácil para o constituinte, mas isso não significa que o advogado queira se valer do mesmo critério, também ganhando fácil e sem mostrar um serviço compatível, no exercício da profissão. Meus pêsames a estes 'nobres' colegas trapalhões. As vezes 'tumultuar' é um tiro que acaba saindo pela culatra. É que os juízes já estão preparados para o espetáculo e "não vêm de garfo, sabendo que é dia de sopa".

Estes colegas...

Rodrigo P. Martins (Advogado Autônomo - Criminal)

A cláusula de sigilo me parece que só está servindo para o réu, porque os colegas, vou te contar...

Comentários encerrados em 28/11/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.