Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Lugar no plenário

Advogados discutem antes do início do julgamento

O julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de outros quatro acusados pelo assassinato da ex-amante do jogador, Eliza Samudio, começou com tumulto. Antes mesmo do início da sessão já houve o primeiro início de confusão, quando os advogados de dois acusados trocaram empurrões no plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Contagem (MG). As informações são da Agência Estado.

Um dos advogados de Bruno, Rui Pimenta, e Ércio Quaresma, que chegou a defender o goleiro no início das investigações mas renunciou ao caso ao se internar para tratar uma dependência de crack e hoje defende o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, discutiram e chegaram a trocar empurrões por causa do local para se sentar durante o julgamento. "Não ponha a mão, não", reagiu Pimenta, após Quaresma bater em seu ombro querendo se sentar no lugar ocupado pelo primeiro.

Após alguns minutos de discussão, os advogados entraram em acordo. "Fico feliz de não ter que intervir em uma questão tão pequena", observou a juíza Marixa Fabiane Lopes, que preside a sessão. Em seguida, porém, Quaresma começou a discutir com o escrivão e outros funcionários do Fórum alegando que não há estrutura para a defesa de Bola — composta por seis pessoas — trabalhar.

O julgamento estava previsto para ser iniciado às 9h, mas, começou com uma hora de atraso. Além de Bruno e Bola, também vão ser julgados a partir desta segunda-feira o ex-braço direito do goleiro Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, a ex-mulher do jogador, Dayane Rodrigues do Carmo, e outra ex-namorada do atleta Fernanda Gomes de Castro. As duas também chegaram a ser presas, mas aguardavam o julgamento em liberdade.

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2012, 10h36

Comentários de leitores

3 comentários

escolhas x futuro

Cid Moura (Professor)

porque Bruno (atleta reconhecido no Brasil inteiro, sem qualquer condenação por violencia anterior) responde processo preso? Preso pelas escolhas que fez: escolhas de seus advogados; escolhas das entrevistas que deu; escolhas das omissões em seus dizeres; escolhas de seus amigos, etc, etc

Decoro no Júri

Prætor (Outros)

Penso que sempre que os trabalhos no Plenário do Júri se inviabilizarem por agressões físicas ou verbais, inclusive desacato, promovidas por advogados ou promotores, o juiz DEVE dissolver o julgamento e reputar que o atraso se deu por culpa da defesa ou acusação, apurando-se responsabilidades.
Não dá mais para permitir que coisas assim ocorram e que fique tudo por isto mesmo. NÃO ESTÃO dentre as prerrogativas dos advogados estapearem-se em Plenário, nem desacatar, nem injuriar, nem ofender ninguém. Ninguém pode fazer isto.

Imunidades

Olho clínico (Outros)

Vejam que caso peculiar dos semideuses advogados. Ambos se agredindo mutuamente...imunidade de ambos...nada acontece, pois advogados são superiores à lei..podem xingar, ofender, agredir, humilhar, tudo sob o manto da inviolabilidade, e da defesa do cliente...
Como resover este impasse? Ó vida, ó céus!!!

Comentários encerrados em 27/11/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.