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Aposentadoria compulsória

Em última sessão, ministro Ayres Britto é homenageado

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, foi homenageado nesta quarta-feira (14/11) ao participar de sua última sessão no Plenário da Corte. Ele se aposentará compulsoriamente no próximo dia 18, quando completará 70 anos.

O decano da corte, ministro Celso de Mello, destacou que esse é mais um rito de passagem da história do Supremo, marcado pela despedida de "um dos seus vultos mais ilustres". Ao lamentar a aposentadoria compulsória, o ministro Celso de Mello afirmou que se não fosse por essa "regra implacável", o país e o STF poderiam continuar a se beneficiar da valiosa doação do ministro Ayres Britto, "cujos julgamentos luminosos tiveram impacto decisivo na vida dos cidadãos desta República e das instituições democráticas do país". 

Celso de Mello ressaltou ainda que, após a aposentadoria, Ayres Britto continuará com participação ativa em suas atividades no mundo do Direito, seja exercendo a atividade advocatícia, seja produzindo obras científicas. Por fim, em nome de todos os colegas da Suprema Corte, fez "votos afetuosos de muita felicidade nesta nova e vibrante etapa que se abre em sua vida fecunda".

História
O ministro Ayres Britto agradeceu a homenagem e, ao lembrar de sua chegada ao STF, há quase 10 anos, afirmou que o tempo passou muito rápido, mas que não tem nenhuma queixa disso porque "o tempo só passa rápido, veloz e célere para quem é feliz. Para quem não é feliz, o tempo se arrasta, é penoso, moroso, um fardo".

Ayres Britto afirmou que é feliz porque pertencer ao Supremo "é como arrumar as malas para o infinito", pois essa é uma "viagem de alma, e não viagem de ego". Segundo ele, o Supremo está mudando a cultura do país ao aplicar a Constituição Federal, que quer essa mudança cultural para melhor.

"Somos os guardiões da Constituição e retiramos dessa guarda a nossa própria legitimidade. Aplicar essa Constituição cidadã é a plenitude de nossa profissão. É uma razão de viver. Eu gosto do que faço e ponho alegria no que faço. Procuro viver em estado amoroso e transmitir esse estado amoroso para as coisas que faço", afirmou ao agradecer a homenagem nessa "tarde mágica e definitiva".

PGR, AGU e OAB
Ainda se manifestaram no Plenário os representantes do Ministério Público Federal, Roberto Gurgel, da Advocacia-Geral da União, Luis Inácio Adams, e da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante.

Roberto Gurgel elogiou a atuação do ministro Ayres Britto, e afirmou que ele é um ser absolutamente republicano e que se alguém tiver dúvida do que significa a República, do que é ser republicano, basta olhar para sua excelência e respectiva trajetória de vida, "que concretiza de maneira perfeita esse conceito". 

Já Luís Inácio Adams afirmou que o ministro Ayres Britto é um exemplo de lealdade e que esse rito de passagem é o fim de uma experiência, mas o começo de muitas outras. 

Ophir Cavalcante, em nome dos 750 mil advogados de todo o país, afirmou que o ministro Ayres Britto deixa a marca de um ser humano dentro de uma instituição, pois sempre "sobrepôs o humano sobre o jurista, sobre o poeta e sobre o ser". Ressaltou ainda qualidades de Ayres Britto como o diálogo, a sensibilidade e o respeito ao próximo e, principalmente, de saber ouvir. "Poucas pessoas tem esse dom de saber ouvir e, a partir de ouvir, às vezes sem nem falar, conseguir mudar pensamentos. Esse, a meu ver, é Ayres Britto", concluiu. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF

Revista Consultor Jurídico, 15 de novembro de 2012, 15h05

Comentários de leitores

3 comentários

Ayres Britto parabéns

flavio (Outro)

A Hidra não quer perder qualquer cabeça,esses Ptistas parecem viúvas a chorar.Homens de valor como esses ministros brasileiros que condenaram os mensaleiros são raros;corajosos e destemidos, o povo deve reconhecer e admirar o grande papel desempenhado e a inteligencia que os fizeram vencer os sofismas políticos e as defesas urdidas em favor dos réus.As provas foram incontestáveis nesse processo!O Estado precisa de funcionários estáveis e concursados para fiscalizar esses partidos políticos e seus aceclas,cargos de confiança e os de comissão são os funcionários de partido.Não fosse a estabilidade e independencia desses ministros certamente seriam perseguidos.Abre o olho Brasil!

Já vai tarde

Armando do Prado (Professor)

O P-STF, poder político da toga suplantou a força da lei e dos poderes que emanam do povo, para golpear a CF, em conluio com a mídia reacionária (como a revista do Cachoeira e a Folha que ajudou os torturadores nos anos 70) e a oposição decrépita. Assim, o que há de pior no país buscou vencer o que perderam nos votos.
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Canalhas e covardes que, quando era preciso lutar, se esconderam, como o covarde do JB que declarou que preferia estudar e evitava os jovens que lutavam contra os torturadores, enaquanto jovens como Genoíno e Dirceu davam suas vidas pela luta contra os pífios.
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O P-STF proferiu "fatwas" e não sentenças. Insanidade mental. Lunáticos. A história não os poupará. E nós daremos o troco novamente em 2014.
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A propósito, o que os tucanalhas têm a dizer sobre S. Paulo sob toque de recolher e dirigida por um "gabinete de crise"? É isso que os nazi-fascistas sabem fazer: matar pobres, perseguir jovens e entregar o poder aos bandidos de facções criminosas.

9º círculo do inferno

Armando do Prado (Professor)

Simbolicamente, Ayres Brito agora entra no 9º círculo do inferno, reservado aos traidores, especificamente na Judeca.

Comentários encerrados em 23/11/2012.
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