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Réu e testemunha

Ministros do STF cogitam proteção oficial a Valério

Ministros do Supremo Tribunal Federal declararam que cabe avaliar se Marcos Valério, réu condenado pela corte a mais de 40 anos de prisão, receba ou não proteção oficial do Estado. Ainda assim, os ministros não descartaram a possibilidade de que Valério apenas esteja estrategicamente tulmultuando o julgamento com notícias de deter novos detalhes sobre o caso do mensalão e do risco que corre por conta das informações que possui. As informações são da Folha de S.Paulo.

Os ministros disseram que se o réu teme por sua segurança, este fato não pode ser negligenciado. Desde que prestou voluntariamente novo depoimento ao Ministério Público Federal em setembro, há notícias que Valério estaria disposto a revelar detalhes ainda inéditos sobre o esquema de compra de votos de parlamentares durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a Folha, o ministro Marco Aurélio, do STF,  afirmou que estava na hora de Valério "desembuchar, não falar em doses homeopáticas". "Depois da porta arrombada, não adianta colocar cadeado", disse "Na área da delinquência, falo de forma geral, o jogo é pesado."

Embora não haja notícias de o réu solicitar proteção oficial, a imprensa especula que cabe ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avaliar a necessidade de proteção a Valério e sua provável inclusão no Sistema Nacional de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas.

Foi o jornal O Estado de S. Paulo que revelou que Marcos Valério prestou um depoimento a Roberto Gurgel no fim de setembro, ocasião em que teria relacionado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci ao esquema de corrupção.

A revista Veja desta semana afirma que Valério teria informações relacionando a cúpula do PT ao assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. Segundo a publicação, Valério teria dito que o PT solicitou recursos para subornar pessoas que ameaçavam revelar informações que ligavam ao crime o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, que comandou o gabinete de Lula e hoje chefia a Secretaria-Geral da Presidência. O contato teria sido feito pelo então secretário-geral do PT, Silvio Pereira.

Silvio Pereira disse, contudo, à reportagem da Folha que a matéria publicada pela revista "é puro delírio". O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse desconhecer o assunto "completamente".

Revista Consultor Jurídico, 3 de novembro de 2012, 11h50

Comentários de leitores

4 comentários

Luz no fim do túnel

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Depois de todo esse teatro que estamos assistindo há mais de sete anos, parece que o Mensalão começa a produzir algum resultado prático. Que venha a lume, finalmente, a verdadeira história.

Já virou sapato e bolsa de madame

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Um velho ditado, "jacaré que fica muito parado logo vira sapato de madame". Pelo andar da carruagem, basta uma rebelião no presídio onde o publicitário esteja alocado, e pronto...
No mais, embora parece fora do bom tom para um site jurídico, é um típico caso que se subsume ao aforismo de que "passarinho que voa muito com morcego, um dia acorda pendurado de cabeça para baixo no poleiro".
Até o Chavez, Chapolim Colorado, até o Eremildo, personagem de determinado jornalista, todos sabem que pode haver muita coisa remanescente, mas enfim, "razões de governo" por vezes podem ser confundidas com "razões de estado". Uma rebelião no sistema carcerário...

Essa questão me parece muuuuito grave.

Elza Maria (Jornalista)

O temor do pivô de todo o escândalo, Marcos Valério, só pode dizer respeito ao seguinte ao uso do dinheiro e às pessoas envolvidas. Em qualquer dessas hipóteses, também só faz sentido se for sobre fatos ainda não conhecidos, ou seja, sobre o destino do dindim, seja por pessoas já acusadas e até condenadas, seja por pessoas que não foram acusadas ainda. Tem que aconteça com ele o que aconteceu com o Celso Daniel, de Santo André (SP). A gravidade está em que a ameaça sentida provém do temor de que gente que estava ou até mesmo ainda esteja no poder central, no governo federal, possa mandar matar para encobrir a corrupção. Gente, isso é de uma gravidade terrificante, pois, a se confirmar as suspeitas que infundem o temor em Marcos Valério, isso significa que pessoas que estão ou estiveram à frente da nação, do cenário político brasileiro, do governo de cerca de 200 milhões de pessoas, não passam de quadrilheiros da pior espécie, assassinos, bandidos comuns. E quem estará seguro diante de uma coisa dessas?! Que horror. Que país é esse. Pô, Marcos Valério. Pelo menos faça algo de bom para o país e mostre que se arrepende do que fez: DELATE todo mundo, DELATE essa escória que fica te ameaçando. O povo tem o direito de saber, pelo menos para poder se defender, se for preciso. Tenha um mínimo de consciência cívica!

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