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Pressão no Mensalão

Ajuris defende mudança nas Regras de nomeação para o STF

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) manifestou-se nesta quarta-feira (30/5) acerca da suposta pressão que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerceu sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para que o julgamento do Caso do Mensalão seja adiado. No comunicado oficial, questionou a forma como as nomeações para a Suprema Corte são feitas.

“É preocupante o modo como, ao longo do tempo, são nomeados os ministros: com frequência, com vinculações estreitas com os governos que os nomeiam”, afirmou o presidente da Associação, Pio Giovani Dresch. “As regras de nomeação, que atribuem poder demasiado ao presidente da República, não podem continuar sendo essas.”

Segundo Dresch, a Ajuris já propôs modificações nessa sistemática, entre outras razões porque os ministros ficam expostos às pressões de quem os nomeia. O presidente também demonstrou preocupação com a “promiscuidade da política em Brasília, com seus encontros secretos e negociações que envolvem membros de diferentes poderes.”

Embora o presidente ressalte que a denúncia ainda precisa ser confirmada, ele avalia que o encontro carrega uma mácula, por suscitar a suspeita de que houve negociação política. “É inaceitável que Lula, na condição de ex-presidente, tenha ido ao encontro de um ministro do STF para propor algum tipo de negociação envolvendo o mensalão e a CPI do Cachoeira.”

Por fim, Dresch questiona, ainda, a demora do ministro Gilmar Mendes em comunicar a suposta irregularidade à imprensa, justamente em uma revista “acusada de práticas jornalísticas duvidosas e de envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira.”

“O que deveria se esperar do ministro é que, com presteza, tivesse comunicado formalmente essa fala, e não esperar um mês para torná-la pública pela revista Veja. A Ajuris espera que os fatos sejam investigados formalmente e que a apuração contribua para sepultar, no Brasil, essa cultura política de troca de favores”, concluiu.

Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2012, 0h02

Comentários de leitores

8 comentários

Eleições no Judiciário ???

. (Professor Universitário - Criminal)

Socorro. Quem defende eleições no Judiciário não tem a mínima noção do que seja a Justiça e os tribunais brasileiros. São antro de cobras venenosas que formam grupelhos para, em maioria, manter o poder político. Eles promovem somente aqueles que lhes interessam e que comungam de seus pensamentos. A bobagem da promoção "por merecimento" é uma idiotice, pois só são promovidos aqueles que "interessam" ao poder dominante, mesmo que sejam analfabetos jurídicos, como tantos que lá estão. Há brigas e desentendimentos que não vêm a lume. Eleições comprometem os eleitos, os que o elegeram e tornam perseguidos aqueles que foram contra os eleitos. As promoções só devem ser por antiguidade. HÁ DÉCADAS QUE DEFENDO O FIM DAS PROMOÇÕES POR MERECIMENTO E QUALQUER TIPO DE ELEIÇÃO NO JUDICIÁRIO. Sei muito bem o que estou falando.

luz no fundo do poço...

Luiz Neto (Outros)

...pois essa história do Executivo escolher as pessoas no Judiciário só podia dar nisso...falta de independência e rabo preso pro resto da vida...Como seria se o Judiciário escolhesse o Presidente da República e seus ministros?

Ajuris diz que revista veja é falsa

huallisson (Professor Universitário)

A ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES DIZ: R. VEJA TEM CONDUTA DUVIDOSA.
Desde que a Revista Veja publicou aquela matéria falsa elogiando o presidente da OAB OPHIR CAVALCANTE e sua corriola, TODO OPERADOR DO DIREITO QUE SE PREZA, PASSOU A BOTAR A BARBA DE MOLHO DE TUDO QUE VEM DE VEJA.Haja vista o que disse a Ajuris. A Revista só recuperaria sua credibilidade se pedisse desculpa aos seus leitores. Mas dar a mão à palmatória é coisa dos grandes. Pedro Cassimiro - Prof. de Economia e Direito.

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