Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Pressão no mensalão

Lula diz que jamais tentou interferir em julgamentos

Por 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República”. Esse é o teor de nota divulgada nesta segunda-feira (28/5), pelo site do Instituto Lula, em que o ex-presidente rebate a reportagem da revista Veja que circulou no fim de semana. 

De acordo com a nota, o encontro entre o ministro Gilmar Mendes e Lula no escritório do ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Defesa Nelson Jobim ocorreu, mas a versão de Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente da República sobre a reportagem. O encontro aconteceu no último dia 26 de abril.

Lula também ressalta que “o procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo”. O ex-presidente ainda anota que indicou oito ministros do Supremo “e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”.

De acordo com Veja, o ministro Gilmar Mendes foi convidado para um encontro com Lula no escritório de Nelson Jobim, advogado, ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Defesa do governo petista. Lula teria dito a Mendes que é inconveniente que o mensalão seja julgado antes das eleições e afirmado que teria o controle político da CPI do Cachoeira. Ou seja, poderia proteger Gilmar Mendes.

O ministro do STF afirmou que suas ligações com o senador Demóstenes nunca passaram dos limites institucionais. Lula, então, teria perguntado sobre a viagem de Gilmar e Demóstenes a Berlim. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo. Minha filha mora lá. Vá fundo na CPI”. Mendes confirma o encontro com Demóstenes na Alemanha, mas garante que pagou as despesas da viagem de seu bolso.

O anfitrião do encontro entre Lula e Gilmar Mendes, Nelson Jobim, negou que o ex-presidente tenha feito pressão sobre o ministro do Supremo. Em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, Jobim disse: “Não houve nenhuma conversa nesse sentido. Eu estava junto, foi no meu escritório, e não houve nenhum diálogo nesse sentido. Foi uma conversa institucional. Lula queria me visitar porque eu havia saído do governo e ele queria conversar comigo. Ele também tem muita consideração com o Gilmar, pelo desempenho dele no Supremo. Foi uma conversa institucional, não teve nada nesses termos que a Veja está se referindo”.

Leia a nota divulgada no site do Instituto Lula:

Sobre a reportagem da revista Veja publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF, Gilmar Mendes, sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:

1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.

2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação a ação penal do chamado Mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.

3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.

4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.

Assessoria de imprensa do Instituto Lula

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 28 de maio de 2012, 19h30

Comentários de leitores

35 comentários

O lobo nao perde o pelo

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

O lobo nao perde o pelo , ou a lula nao perde a pele, mesmo depois da quimioterapia, alias , dizem as mas linguas, que o paciente manifestou o interessante em fazë-la ou na USP ou na PUC.
O apedeuta honoris causa, produto de um rebotalho chamado Brasil, continua sem ver, sem ouvir, sem saber..... - É ou nao é a cara do povo brasileiro!

Que vergonha!!!

Pek Cop (Outros)

Ah ÔÔÔ lul@ então o senhor esta querendo dizer que o Dr. Gilmar Mendes é mentiroso!...acoooorrrda torneiro mecânico.

Ai, ai, ai, que coisa mais previsível!

Richard Smith (Consultor)

.
A PeTralhada tarefeita partidária do CONJUR está comparecendo "em peso", hi, hi, hi.
.
É um sinal do desespêro da rataiada imunda e pestilenta que está mobilizando toda a rede de sicários e esbirros para o trabalho sujo, pois sente que a água já está chegando nas nádegas!
.
PERDEU, PT! O POVO ACORDOU!
.
"Privataria Tucana", essa é velha demais. É que nem ir para a guerra com o mosquetão Mauser 1898, com a "pequena" diferença que no último caso, é uma arma excelente e letal enquanto o FLATO do pseudo-jornalista (autor do grande sucesso das paradas "MARLI, MINHA NAMORADA É UMA TRAVESTI" - só poderia ser do PT não é?!) é apenas o que é, um pum.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 05/06/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.