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20 anos de STJ

Ministro Asfor Rocha é homenageado por autoridades

“Sou testemunha de que o juiz é forçado a renunciar à sua própria vida, que passa a ficar exposta, fora de seu domínio e do seu controle, atarefado a não mais poder nos seus misteres e, muito amiúde, desvalorizado”. A declaração é do ministro Francisco Cesar Asfor Rocha e foi dada nesta terça-feira (22/5), durante cerimônia de inclusão de sua foto na galeria de ex-presidentes do Superior Tribunal de Justiça. Autoridades dos três poderes da República, membros da magistratura, do Ministério Público e da advocacia, servidores e amigos lotaram o salão nobre.

Decano do STJ, nas duas décadas de atuação na Corte, Asfor Rocha julgou mais de 140 mil processos, se contados somente os que relatou. “Sobre os meus 20 anos, muita coisa eu teria a dizer, e muitas histórias a contar, mas vou me restringir ao que de mais significativo guardo e conservo na minha memória; quando saí do Ceará, vim para ficar, queimei as minhas caravelas que eu deixara em seus portos, não como técnica material para me impedir a viagem de volta, mas como símbolo de que virava uma página da minha vida, ingressava em outro ambiente e desenvolvia outras e novas relações de amizade e de convivência, de trabalho e de realizações”, disse o ministro.

“Não vou dizer, como Bandeira, meus amigos, cheguei ao termo da jornada, porque ela continua, mas quando olho para o meu passado de 20 anos não tenho do que me arrepender, nada tenho para rejeitar do que fiz, nada registro que precise apagar da minha memória ou esconder nos escaninhos do esquecimento”, disse, citando em seguida o poeta Jorge Luis Borges.

Foi o ministro Napoleão Nunes Maia Filho que homenageou Asfor Rocha em nome dos demais. “A essa coleção de fotos de homens notáveis acrescenta-se hoje o retrato do Ministro Cesar Asfor Rocha, que inaugurou o tempo da sua operosa presidência com um período auspicioso de revolução silenciosa na rotina administrativa e nos julgamentos do Tribunal, substituindo as folhas de papel — tradicionais e de manejo complicado — pelos documentos virtuais, hoje tão integrados na nossa vida”, lembrou.

Segundo o ministro, “a digi-virtualização foi aqui realizada, na presidência do Ministro Cesar Rocha, com o apoio de um grupo numeroso de pessoas que trabalham em silêncio, tão caladas — e mesmo tão excluídas — que muitos não deram sequer pela sua presença”.

A cerimônia foi seguida pelo lançamento de seis livros em homenagem ao ministro Asfor Rocha. Três volumes integram a coletânea Estudos Jurídicos, escrita por 63 autores, incluindo diversos ministros do STJ. Em agradecimento, o homenageado agradeceu um a um. As outras três publicações são de autoria do ministro. Ementário traz 318 decisões proferidas por ele em diversos ramos do direito. Palavras Escolhidas reúne discursos feitos ao longo da carreira. O terceiro título de autoria de Cesar Rocha lançado na ocasião é Breves Reflexões Críticas sobre a Ação de Improbidade Administrativa. Com informações da Assessoria de Comunicação do STJ.

Clique aqui para ler o discurso do ministro Cesar Asfor Rocha.

Clique aqui para ler a homensagem do ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

Revista Consultor Jurídico, 23 de maio de 2012, 16h48

Comentários de leitores

2 comentários

Instantes

Hélder Braulino Paulo de Oliveira (Advogado Autônomo)

Ministro Asfor Rocha, sem o intuito de ser sabichão, não é de Borges a poesia instantes.http://en.wikipedia.org/wiki/Moments_(poem). Embora esse detalhe não retire o brilhantismo do discurso.

Próprio umbigo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Como são ridículos os juízes brasileiros. Adoram-se a si próprios como os próprios reis absolutistas. Só falta agora mandarem construir pirâmides homenagem.

Comentários encerrados em 31/05/2012.
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