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Política de Ordem

Atuação de estrangeiros ganha peso na disputa da OAB-SP

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A discussão sobre a abertura do mercado brasileiro para escritórios de advocacia estrangeiros está esquentando as eleições para Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo. Três pré-candidatos, Alberto Toron, Roberto Podval e Ricardo Sayeg, publicaram artigos na ConJur na última semana defendendo suas posições sobre a questão. Enquanto Toron diz que a entrada de escritórios estrangeiros pode criar empregos, o criminalista Podval diz que isso não acontecerá e Sayeg classifica como “catástrofe institucional e econômica” a possível abertura do mercado. Todos os textos já têm mais de dez comentários.

Carros ilustrados
Quem anda pelo centro da capital paulista já se depara com adesivos de apoio a pré-candidatos à presidência da OAB-SP em vidros e traseiras de carros. Os nomes Rosana Chiavassa, Marcos da Costa e Alberto Toron já figuram em veículos de advogados. Os adesivos de apoio a Roberto Podval estão sendo produzidos esta semana. Abaixo, as ilustrações que já circulam pelo estado.

Encontro (re)marcado
O primeiro debate entre pré-candidatos, promovido pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, mudou de data. Antes marcado para o dia 30 de maio, o debate agora será no dia 6 de junho, às 9h. Quem ficou feliz com a mudança foi a pré-candidata Rosana Chiavassa, que não poderia participar na primeira data. Até agora, além de Chiavassa, Sayeg, Podval e Toron confirmaram presença no evento, que será no Tuca, teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Baixadas e vales
Cerca de 300 advogados foram a um encontro com o pré-candidato Alberto Zacharias Toron no Clube dos Ingleses, em Santos, no dia 18 de maio. Segundo a campanha, a Baixada Santista, com 15 mil advogados, é o terceiro maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas da Capital e da Região de Campinas. A manifestação foi aberta por Sonia Maria Pinto Catarino, vice-presidente da OAB de Santos e que, neste ano, será candidata a presidente de sua subseção na chapa de Toron. Na próxima quinta-feira (24/5), o pré-candidato vai a uma “pizzada” em Caçapava. No dia seguinte, segue para Sertãozinho e, sábado (26/5), vai a Ribeirão Preto.

Entre os grandes
O advogado Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, do Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano e Renault Advogados Associados, entrou para a coordenação política da campanha de Roberto Podval. Ferreira é fundador do Movimento Amigos da OAB. Na última semana, Podval foi recebido no escritório Felsberg e Associados, a convite dos proprietários, onde expôs sua candidatura.

Oposição anunciada
A disputa pela seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil esquentou na última semana. Felipe Santa Cruz, pré-candidato da situação, ganhou um concorrente: o advogado Luciano Viveiros, que, nas últimas eleições, disputou contra Wadih Damous e angariou 5,39% dos votos. Segundo Viveiros, nessa disputa ele entra mais bem preparado, com experiência em eleição.

Golpe neoliberal
Na última semana, o pré-candidato Ricardo Sayeg esteve em audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que emitirá parecer sobre o novo Código Comercial, o Projeto de Lei 1572/11, onde defendeu que texto do novo Código “é um golpe neoliberal, que deixa os ricos mais ricos e os pobres mais pobres”. Esta semana ele irá a Rio Claro e São José do Rio Preto, para encontros com advogados das duas regiões.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2012, 16h34

Comentários de leitores

7 comentários

Pesquisa

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

O Toron na pesquisa de outubro de 2011 tinha 9%.
A partir dessa data, lançou a sua candidatura, gastou muito, mas muito dinheiro, pagou muitos almoços, jantares e pizzadas, contratou os colegas coordenadores que conhecemos, colocou site no ar, contratou assessoria de imprensa, agência de publicidade, comprou 1/4 de página para sua publicidade nos principais jornais e tudo o que um candidato que tem muito dinheiro para gastar pode ter.
Passados 7 meses, de tudo isso, o Toron não cresceu, tem míseros 10 %.
Agora vejam o nosso candidato, o Marcos da Costa. Ele, na pesquisa de outubro de 2011 tinha 4% e até agora não lançou candidatura, não fez campanha, não tem site, nem fez festas de campanha, aliás, nossa classe ainda não sabe que ele é candidato, o nosso candidato da situação.
Nessa pesquisa de agora ele aparece com 6%, cresceu portanto 50%!!!!

Oposição deve ter voz independente

Christian F Rosa (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

É fundamental que se tenha hoje uma oposição independente, como a que é capitaneada pelo Podval, que defende em efetivo os interesses dos advogados e advogadas paulistas. Parabéns pelo enfrentamento!

Sem preconceitos, mas com seriedade.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Realmente, devemos admitir que os GRANDES ESCRITÓRIOS existem e EXISTEM porque se FIZERAM grandes, seja pela qualidade dos Profissionais que o integram, nossos Colegas, seja por algum ATRIBUTO social ou econômico que era do agrado ou da simpatia de um CLIENTE sediado no exterior e estabeleceu vínculos profissionais com o GRANDE ESCRITÓRIO brasileiro.
Não vejo e entendo que NADA HÁ de mal ou lamentável nisto.
Contudo, o que NÃO SE PODE ADMITIR, gratuitamente, é que tais GRANDES ESCRITÓRIOS ou seus GRANDES ADVOGADOS, apenas por simpatia aos seus Colegas correspondentes, sediados no exterior, ESTRANGEIROS, portanto, ADIRAM a uma CAMPANHA de ABRIR o MERCADO BRASILEIRO aos ESTRANGEIROS, esquecendo-se de que ELES PRÓPRIOS, quando podem atuar no EXTERIOR, só adquiriram esta faculdade porque FIZERAM UM CURSO, ou CUMPRIRAM um PROGRAMA, NO EXTERIOR, que os qualificou para tal exercício.
Devemos, neste aspecto, ter uma atitude objetiva e clara, independentemente da existência do que se qualificaria de CONFLITO de INTERESSES: NÃO DEVE SER GRATUITA a PERMISSÃO.
Ela deve decorrer, ANTES de MAIS NADA, da necessária qualificação profissional do ADVOGADO ESTRANGEIRO, através de cursos e de especializações, que o TIPIFIQUE como ADVOGADO apto a atuar, para ESTRANGEIRO, no BRASIL.
A outra condição É DE QUE HAJA o PRINCÍPIO da RECIPROCIDADE, consistente em PERMITIR que um ADVOGADO BRASILEIRO TAMBÉM POSSA ATUAR NO PÁIS do PROFISSIONAL ESTRANGEIRO que AQUI QUER ATUAR.
Sem a RECIPROCIDADE NÃO DEVERIA, sequer, SER COGITADA a possibilidade de se pensar no assunto!

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