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Surto desconhecido

Mais de 500 presos são vacinados em presídio mineiro

Cerca de 500 detentos e todos os servidores do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Ipatinga (MG), no Vale do Aço, estão sendo medicados contra meningite e gripe. A medida foi tomada após um surto de uma doença ainda não identificada, que já provocou a morte de duas presas que estavam acauteladas na unidade e a internação de outras dez pessoas. As informações são do site G1.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, neste sábado (12/5) que detentos e servidores começaram a receber a medicação preventiva nesta sexta-feira (11/5), e o processo foi retomado neste sábado. Ainda segundo a secretaria, familiares que tiveram contato com os presos também devem ser imunizados.

Profissionais de saúde ainda apuram as causas das mortes. As presas e funcionários do Ceresp tiveram amostras laboratoriais coletadas para a realização de exames da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, de acordo com a secretaria.

A Secretaria de Estado de Saúde reconheceu situação de surto na sexta, depois da morte de duas detentas, ambas de 19 anos. As jovens foram presas juntas por suspeita de tráfico de drogas e dormiam na mesma cama no Ceresp. Elas dividiam cela com aproximadamente 30 presas.

Oito detentas e dois agentes penitenciários – uma mulher e um homem – também apresentaram sintomas da doença e estão hospitalizados. Uma ala do hospital municipal da cidade foi reservada apenas para esse atendimento. Poucas pessoas têm acesso à área e agentes fazem a escolta do local. De acordo com a SES, a doença se caracteriza por febre, vômito, pressão baixa e prostração.

O Ceresp de Ipatinga abriga homens e mulheres. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a unidade tem capacidade para 175 presos, mas, hoje, está com 524 internos. A cela feminina fica em um anexo do pavilhão masculino e tem capacidade para 28 detentas. Após as duas mortes atribuídas ao surto em investigação, a lotação era de 36 mulheres, de acordo com Seds.

Os corpos das duas vítimas do surto foram velados durante toda a manhã deste sábado no Cemitério Municipal de Ipatinga. O caixão precisou ficar fechado por questão de segurança.

Revista Consultor Jurídico, 12 de maio de 2012, 16h15

Comentários de leitores

1 comentário

Indignidade humana

Cristiano Mota Drosghic (Advogado Autônomo - Civil)

Seria cômico se não fosse trágico. A COnstituição Federal determina e a LEP assevera que os reclusos possuem direito à saúde. Nesse aspecto, a saúde não pode ser compreendida somente como restaurativa. É indispensável que seja PREVENTIVA. Por que não vacinaram os reeducandos antes desse surto ridículo, previsto? Sim, porque meningite e gripe são prioridades, mormente em ambientes fechados. Ou será que não interessa à administração que os reclusos permaneçam vivos? Será que nesse caso o CNJ vai agir? Aguardemos...Responsabilidade a apurar não resta dúvida que há!
Cristino Drosghic é advogado criminalista em Cuiabá/MT.

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