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PGR no ataque

Gurgel atribui críticas a “medo do mensalão”

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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quarta-feira (9/5), que as críticas sobre sua atuação nas investigações contra o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vêm de pessoas que estão “morrendo de medo” do julgamento do mensalão. “É compreensível que algumas pessoas que são ligadas a mensaleiros tenham essas posturas de querer atacar o procurador-geral e querer também atacar ministros do Supremo com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

As afirmações foram uma reação às críticas de parlamentares feitas depois do primeiro dia de depoimentos da CPI do Cachoeira, após a oitiva, em sessão secreta, do delegado da Polícia Federal, Raul Alexandre Marques Sousa. O delegado é responsável pelas investigações da operação Vegas, que antecedeu a Monte Carlo, e iniciou a investigação sobre exploração de jogos ilegais por Cachoeira.

Segundo parlamentares, o delegado afirmou que o inquérito da Vegas foi entregue em setembro de 2009 à Procuradoria-Geral da República. Integrantes da CPI questionaram o fato de Gurgel não ter iniciado investigações naquela ocasião.

Para o PGR, as críticas são feitas por pessoas “aparentemente muito pouco preocupadas com as denúncias em si, com os fatos, os desvios de recursos e a corrupção”. Segundo ele, “ficam preocupadas com a opção que o procurador-geral, como titular da ação penal, tomou em 2009, opção essa altamente bem sucedida”. Gurgel ainda disse que se “não fosse essa opção, nós não teríamos a operação Monte Carlo, nós não teríamos todos esses fatos que vieram à tona. Há um desvio de foco que eu classificaria como, no mínimo, curioso”.

Roberto Gurgel insistiu no fato de que as críticas parecem vir de pessoas que querem fragilizar a PGR às vésperas do julgamento do mensalão. “O que parece haver é uma tentativa de imobilizar o procurador-geral da república para que ele não possa atuar como deve, seja no caso que envolve o senador Demóstenes e todos os seus desdobramentos, seja preparando-se para o julgamento do mensalão”. Segundo ele, se os ataques não são orquestrados por réus do mensalão, “há protetores de réus como mentores disso”.

O PGR também afirmou que, a partir do pedido feito pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, requisitou à Polícia Federal que investigue os vazamentos do inquérito contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). “Não há duvidas de que esse é um dos casos de vazamentos mais escandalosos que temos na história. Nós sempre temos vazamentos nesse tipo de coisa, mas nesse caso, realmente, chegamos a um absurdo. É preciso que se pare com essa coisa no país de achar que o sigilo é para inglês ver, que é uma coisa formal que consta da lei e que não é observada. A quebra de sigilo nesse caso foi talvez uma das mais escandalosas de que eu tenha tido notícia”.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 9 de maio de 2012, 17h51

Comentários de leitores

2 comentários

\"equivocado"

Alves Alencar (Advogado Autônomo)

"Equivoca-se", no minimo, o Senhor PGR, eis que nem todos os parlamentares que querem sua oitiva na CPI, estão envolvidos no mensalão. Há políticos do PSDB e Democratas que neste caso não estão sendo investigados pelo Supremo, mas que também querem sua oitiva na CPI. Seria um duro golpe para o Estado Democrático brasileiro que nem mesmo o PGR escapou desta CACHOEIRA de denuncias de corrupção e outras promiscuidades que estamos vendo nos últimos dias.
Nos convença de que não houve nenhum conduta irregular de Vossa Excelência senhor Roberto Gurgel!!

Mesmo vício

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Mas se o Procurador não cita nome, nem apresenta qualquer situação concreta, incide no mesmo suposto erro daqueles que o acusam. Se é assim verdade que quem reclama são aqueles que temem pelo julgamento do "Mensalão", também é verdade que o Procurador reclama porque teme pelas consequência de sua suposta omissão. Fica o dito pelo não dito, mais uma vez.

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