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Pergunta anulada

Juiz resolve problema matemático em sentença

Um candidato que havia sido eliminado, por um ponto, na prova objetiva do concurso do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, ingressou com uma ação na Justiça Federal pretendendo o reconhecimento da nulidade de uma das questões da prova. Ele argumentou que não havia resposta correta para a questão entre as opções apresentadas.

A questão contestada envolvia conhecimentos de Teoria dos Conjuntos e Aritmética. Nela o candidato deveria demonstrar qual o número mínimo de motoristas que haviam cometido uma determinada infração, num universo que envolvia a presença de vários motoristas que haviam cometido uma série de infrações de trânsito.

Distribuída à 4ª Vara Federal Cível do Espírito Santo, a ação teve tutela antecipada deferida, uma vez que o juiz federal substituto Francisco de Assis Basilio de Moraes entendeu que a questão efetivamente apresentava "erro grosseiro para aqueles que possuem o conhecimento necessário para a resolução do problema".

O juiz, que também é licenciado em matemática, engenheiro naval e mestre em economia, literalmente, resolveu o problema, utilizando o "Diagrama de Venn", apresentando em sua decisão as fórmulas e expressões algébricas relativas ao caso e apontando, ao final, a incorreção do gabarito da questão.

Apesar da linha de defesa apresentada pela União para sustentar a manutenção do resultado do candidato basear-se no dogma da impossibilidade do Poder Judiciário invadir o chamado "mérito administrativo", o juiz entende que ao identificar claramente o erro cometido na elaboração da questão, não invade mérito algum, apenas proclama a nulidade de um ato que efetivamente contém um vício.

No caso, cabe ressaltar que o reconhecimento da nulidade somente beneficia o candidato que ingressou com a ação judicial. Com informações da Justiça Federal do Espírito Santo. 

Clique aqui para ler a decisão.

Revista Consultor Jurídico, 30 de janeiro de 2012, 18h28

Comentários de leitores

32 comentários

A ignorância provada e assumida publicamente (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A indulgência é a insígnia mais proeminente em qualquer pessoa. Por isso, eis aqui minha derradeira manifestação nesta notícia.
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A fórmula apresentada pelo comentarista Macedo é risível, e não representa o que ele diz representar. De duas uma: ou ele está caçoando de todos nós e tentando fazer pilhéria deste debate, e tal apelo ao ridículo constitui outro estratagema falacioso, o que, diga-se confirmaria sua desonestidade intelectual, ou perdeu mesmo o senso de ridículo.
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Vamos decompor a fórmula daquilo que batizo como «juros macedianus bancarius». Ele escreveu: C = P[(1+i)^-1]/[ i(1+i)^].
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Crítica 1: o que significam «C», «P» e «i»? Toda fórmula matemática deve indicar qual o significado dos seus argumentos. Isso é básico em matemática. Nenhum livro de matemática apresenta uma fórmula sem indicar o que se deve entender pelas variáveis que nela figuram.
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Crítica 2: qual o expoente de (1 + i), que aparece no divisor (depois da barra inclinada) na fórmula?
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Crítica 3: supondo um expoente «k» qualquer, a fórmula pode ser reduzida a C = P/i . (1 + i )^(k+1). Ora, pretender que essa fórmula seja a expressão do suposto «tertium genus» de juros (os tais «juros macedianus bancarius»), como afirma o citado comentarista, é ridículo.
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Daí, novamente, a conclusão: ou é pilhéria, e o debate saiu do sério, o que prova a desonestidade intelectual, ou prova que de matemática, notadamente de álgebra, logaritmos, potência, progressão aritmética e progressão geométrica não entende nada, e fica atirando a esmo para não reconhecer publicamente sua ignorância com todas as letras.
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(CONTINUA)...

A ignorância provada e assumida publicamente

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Por outro lado, o só fato de haver na fórmula uma potência qualquer para a expressão (1 + i) denota a capitalização dos juros, ou incidência de juros sobre juros, prova de anatocismo.
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Aliás, no penúltimo comentário, o comentarista Macedo havia sido mais honestos ao admitir que não tem como provar que estou errado. Já eu provei o erro dele, MATEMATICAMENTE, e todos os que estão lendo esses comentários têm a possibilidade de verificar isso, bastante que tenham conhecimentos rudimentares mínimos, daqueles que se aprendem nos bancos do ensino médio, de matemática.
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Finalmente, ante a ausência de argumentos sólidos, resolveu partir para o ataque ad hominem, o que aconselha e até determina o encerramento do debate, pois nessa toada não irá acrescentar nada de inovador ao nosso conhecimento, devendo encerrar-se de vez. Como eu já havia dito antes, socorrendo-me do estagirita, «contra negantem principia non est disputandum». Passar bem.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Quase esquecí..

Macedo (Bancário)

Dr. Sérgio, se o Sr. fosse tão inteligente quanto diz ser, teria deduzido que expressão matemática para esse terceiro gênero é a seguinte: C = P[(1+i)^-1]/[ i(1+i)^]

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