Dívida que levou juízes a vender sala da Ajufer chega a R$ 21 milhões

30/01/2012 17:21Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)A propósito
"O juiz federal Ali Mazloum revelou pela primeira vez detalhes sobre a Operação Anaconda, que o investigou por suposta participação em um esquema de venda de sentenças judiciais, à revista Joyce Pascowitch deste mês. Em entrevista ao jornalista Claudio Tognolli, o juiz criticou colegas da magistratura e também o Ministério Público Federal pelas "acusações bizarras, sem base empírica".
"Hoje está claro que, na ocasião, eu presidia dois procedimentos que, caso levados adiante, revelariam a atuação criminosa de membros do Ministério Público Federal, que faziam investigações ilegais fotografando veículos de juízes, levantavam seus endereços residenciais, para assim apontar supostas irregularidades. E também mostrariam a atuação de policiais rodoviários na realização de grampos ilegais por meio de equipamento pertencente ao MPF."
Segundo o juiz, o procurador-geral da República, em 2007, confirmou a compra de um "guardião", software de R$ 500 mil que intercepta milhares de ligações telefônicas ao mesmo tempo, mas disse que não foi usado. "Para que compraram então?", questionou Malzoum.
Ele afirmou ainda que a Operação Anaconda foi uma farsa e por isso foi reconduzido ao cargo em 2006. Segundo Mazloum, enquanto seu irmão, Casem Mazloum, também investigado pela Operação Anaconda, era "perseguido" por usar placas reservadas do Detran, alguns desembargadores praticavam ilicitudes com carros oficiais, de acordo com o Conselho da Justiça Federal. "Até capotamento de dois veículos com perda total. O MPF nada fez. Isso é o cúmulo da hipocrisia. Tenho vergonha desse TRF." (fonte: http://www.conjur.com.br/2011-fev-23/juiz-federal-ali-mazloum-revela-detalhes-operacao-anaconda).
30/01/2012 17:13Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Mundo real
Ora, prezado Ricardo Modesto (Promotor de Justiça de 1ª. Instância), tudo é muito simples de entender. Como eu disse abaixo juízes e membros do Ministério Público não ingressam com ações penais uns contra os outros, em regra. Só o fazem quando a opinião pública o exige, ou quando o denunciado por algum motivo se desentendeu com o grupo dominante e se isolou. Essa a regra geral que vige no Brasil. Se tiver dúvida sobre o tema, leia por exemplo as várias decisões proferidas visando receber ações penais e determinar o afastamento dos irmãos Mazloum, e tanto outros, e as confronte com as decisões proferidas pelos Tribunais Superiores nos mesmos casos. Analise processos penais nas quais são acusados advogados, e compare com as decisões proferidas em denúncias contra magistrados quando a tipificação é a mesma. Assim, entenderá facilmente o que estou a dizer.
30/01/2012 16:08Cláudio João (Outros - Empresarial)QUEM ESTÁ COM A RAZÃO, MESMO?
Quer dizer que a Ministra Eliano Calmon é uma tresloucada, despiu o rei, atreveu-se a revelar as mazelas da classe que a acolheu! Ingrata! Tem de ser esquartejada em público! Pois é, tudo o que ela diz, os fatos corroboram, e ainda vêm os empolados representantes das associações de juízes, balançando as cabeças quando um fala sobre o assunto na TV, concordando com o absurdo da indesejada exposição ao público, logo eles que concorreram para deuses e agora querem instituir a "quarta" fase. Desvio de dinheiro dos magistrados praticados pelos próprios magistrados. Não acham que há algo errado e que tudo isto aconteceu por causa da "intocabilidade" da classe? À esmagadora maioria dos magistrados que exerce a função com extrema dedicação e sabedoria, interessa que a população os veja não compactuando com tais despautérios!
30/01/2012 08:07João Szabo (Advogado Autônomo)CNJ - urgente
E ainda existem ministros, como o Peluso, do STF, que pretendem colocar o CNJ como acessório das corregedorias estaduais ou regionais. Certo que a Associação dos Juízes Federais e uma que não está afeta ao CNJ, mas dá pra imaginar o que estes juízes fazem com o Judiciário que é público, baseando-se no que fazem com sua instituição. E o promotor, que está “denunciando “isto”, sabe, como todos os brasileiros, que se “isto” for para o Judiciário, vai dar em nada, como sói acontecer no Brasil, pois sabemos que o Brasil é o país que tudo dá em nada. Talvez, se der, uma “rigorosa punição” aos magistrados, com a pena assustadora (nenhum brasileiro queria estar na pele deles, e se submeter a uma pena tão violenta, que é a “aposentadoria compulsória”. Mas sabemos, que mesmo punidos eles continuarão na ativa, e é aí que deve entra o CNJ.
28/01/2012 23:26Geraldo Sodré (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)Quem entende?
Caro Dr. Marcos Alves Pintar,
Realmente, não entendo... se os juizes não são punidos, reclamam... se é ajuizada ação, recebida, processada, julgada e condenados, também reclamam e fazem insinuações sem sentido, chegando a defender, afirmando que condenação não necessariamente quer dizer culpa.
Quem entende?!!
28/01/2012 22:10Geraldo Sodré (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)Quem entende?
Caro Dr. Marcos Alves Pintar,
Realmente, não entendo... se os juizes não são punidos, reclamam... se é ajuizada ação, recebida, processada, julgada e condenados, também reclamam e fazem insinuações sem sentido, chegando a defender, afirmando que condenação não necessariamente quer dizer culpa.
Quem entende?!!!!
28/01/2012 21:35Geraldo Sodré (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)Quem entende?
Caro Dr. Marcos Alves Pintar,
Realmente, não entendo... se os juizes não são punidos, reclamam... se é ajuizada ação, recebida, processada, julgada e condenados, também reclamam e fazem insinuações sem sentido, chegando a defender, afirmando que condenação não necessariamente quer dizer culpa.
Quem entende?!!!
28/01/2012 16:01Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Cautela de caldo de galinha
De fato, quando se trata de juízes e membros do Ministério Público se digladiando entre si, toda a "cautela e caldo de galinha" possível ainda é pouco. Esse tipo de gente não ingressa com ações penais uns contra os outros. A criminalidade é livre entre eles, que na prática se acobertam uns aos outros mediante troca de favores, e se alguns são denunciados pode apostar que a denúncia veio nos desdobramentos de guerras internas travadas (muito longe dos olhos da população), na qual os denunciados acabaram por se isolar. A propositura da ação penal, seu recebimento, e até mesmo eventual condenação, nessas circunstância, não significa culpa.
28/01/2012 14:28olhovivo (Outros)MUITA CALMA NESSAS HORAS
Se o fato for verdadeiro e a denúncia do MPF não for inepta (o que não é raro), deve haver punição exemplar.
28/01/2012 14:16Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)A imprescindibilidade da preservação de poderes ao CNJ!
Está aí mais um exemplo dos classificados "bandidos da toga" denunciado pela preclara Ministra Eliana Calmon. Seria interessante a atual diretoria da Ajufe vir a público esclarecer, não tão-somente aos seus associados, mas, à própria opinião pública, a conduta abominável dos suspeitos malfeitores. Não cuidam sequer da própria "casa", e ainda pretendem achincalhar o CNJ e a insigne Ministra Eliana Calmon.
28/01/2012 03:54Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Velha ladainha
Obviamente que o blá-roubou-blá-eu-não-saiba-blá é a velha repetição das baboseiras de sempre. Todo mundo é inocente, exceto os denunciados, que por razões que desconhecemos se desentenderam com o grupo que domina. fico a imaginar o que de fato deve ter ocorrido, e quem exatamente está envolvido.
28/01/2012 03:51Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Crime federal?
Nos EUA, tantos os estados membros como a própria federação pode legislar em matéria penal, daí se falar em "crimes federais". Aqui, no entanto, a competência para legislar em matéria penal é exclusiva da União, e assim não tem nenhum sentido em se falar em "crime federal. Alguns aina não se deram conta disso.
28/01/2012 03:04Roberto Salvador (Advogado Assalariado - Civil)MEXENDO
Ninguém é perfeito.
28/01/2012 02:32Roberto Salvador (Advogado Assalariado - Civil)OPINIÃO
Todos são considerados inocentes, até que provem ao contrário, assim é devemos pautar nossas opiniões, sem julgamento antecipado de nehuma espécie. Isso é bom e agradável ao ser humano. O ódio não leva a lugar nenhum, muito pelo contrário, só faz mal ao ser humano.
Juíz também é falho, homem como qualquer outro, nota-se uma difença muito significativa, é funcionário público e tem o dever de zelar pelo bom nome da Instituição, assim, caso venha a ser punido deve ser com mais rigor que o restante da população, primeiro porque conhece bem a lei, segundo que o salário que faz juz é, sem dúvida, um dos melhores do país.
É esperar para ver.
28/01/2012 01:02HMS (Assessor Técnico)Ana Lucia
A competência da justiça federal (TRF) neste caso é em razão da pessoa, e não da matéria.
Abç.
27/01/2012 22:41Flávio Souza (Outros)Vai mexendo...
Gente, quanto mais mexe, mais coisas vão aparecendo, daí a razão da sociedade lutar pela independência do CNJ em investigar o Poder Judiciário e apontar culpados. Não pode existir essa coisa de competência subsidiária ou concorrente, tem que haver independência para investigar, doa a quem doer. O CNJ deve ser um órgão a serviço da sociedade, e pronto. No mais, parabéns a ministra Eliana Calmon e continue firme pois grande parte da sociedade por tudo quanto, ao que se lê em comentários nos sites, há declaração de apoio irrestrito a senhora.
27/01/2012 22:38Eduardo.Oliveira (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)AnaLucia...
É, tem razão em parte.
E a PoupEx?
27/01/2012 22:15HMS (Assessor Técnico)Ana Lucia
Neste caso, a competência da justiça federal não é em razão da matéria, e sim em razão da pessoa. Abç
27/01/2012 21:53analucia (Bacharel - Família)isto é crime federal ????
isto é crime federal ???? Afinal, a sala era de entidade privada !!

Comentários encerrados em 4/02/2012

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.