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Defensoria no Rio

Concurso destina 20% das vagas para negros e indígenas

O próximo concurso público para Defensoria do Rio de Janeiro vai destinar 20% das vagas para negros e indígenas, segundo notícia da Agência Brasil. A previsão do concurso é para março e o regulamento foi publicado na terça-feira (24/1) no Diário Oficial do Governo do Estado.

Os candidatos que se autodeclararem negros ou indígenas, se forem aprovados, terão vantagem em eventual empate, bem como se o número de aprovados passar do número de vagas. O defensor público geral do Rio, Nilson Bruno, que é negro, acredita que a medida democratizará o acesso a um grupo que não tem condições financeiras para se preparar para um concurso como esse.

“Em um universo de 773 defensores, temos entre dez e 12 negros. Eu sou o único secretário de estado negro no Rio de Janeiro”, declarou o defensor. Em junho do ano passado, o governador do Rio, Sérgio Cabral, assinou decreto que determina que todos os concursos públicos no estado reservem 20% de suas vagas para negros e indígenas.

Na opinião de Frei Davi, um dos fundadores do grupo Educafro, entidade de inclusão educacional de negros no país, a Defensoria do Rio se adianta e sai da meritocracia injusta, adotada pelas instituições públicas. Ele afirmou que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51% da população brasileira é afrodescendente. No entanto, menos de 2% dos defensores públicos são negros. O número de juízes e de promotores negros não chega a 1% na maioria dos estados brasileiros. 

Revista Consultor Jurídico, 25 de janeiro de 2012, 13h49

Comentários de leitores

6 comentários

Teve um que disse:

Winston Smith (Servidor)

"Uma coisa é aumentar o acesso das pessoas em redes de ensino público, com cotas, ou privado, através de bolsas.
Outra coisa diferente é separar as pessoas por cor e abrir uma porta para ingressar no funcionalismo público, para exercer cargo público, com pontuação mínima ou por desempate."
___
Incrível como a vontade de entrar no serviço público leva a comentários ridículos intelectualmente como esse.
"Uma coisa é na iniciativa privada, outra no serviço público": Ele disse isso, mas na verdade quis dizer isso: "Ah não! Saca.nagem!! Os índios/negros já têm a iniciativa privada e agora querem tomar o lugar da gente aqui que escolheu a vida de concurso!!"

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é..

Laercio Doalcei Henning (Advogado Autônomo - Criminal)

Cotas para ingresso em Universidades SIM, pois é para o estudo!
Agora, cotas para serviço público é totalmente diferente.
Ou os que ingressaram na faculdade pela cota não tiveram o mesmo ensino que os demais??

Cota eh uma sujeira

Pek Cop (Outros)

Gostaria de saber do Dr. Nilson Bruno se ele entrou pelo sistema de cotas, ou como pobre teve que estudar igual aos outros e por justica foi aprovado...Pek.

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