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Polícias em conflito

Novo subsecretário em MG quer fim de PM investigativa

O cientista social Frederico César do Carmo assume, nesta segunda-feira (23/1), o cargo de subsecretário de Estado de Integração e Avaliação da Qualidade das Polícias, em Minas Gerais. Segundo o jornal Hoje em Dia, Carmo tem como desafio convencer a PM a acabar com o serviço “P-2”, responsável pelas investigações. A troca de subsecretários acontece depois da morte de um detetive em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.  

O policial foi morto durante um tiroteio na sexta-feira (29/1). O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, teria demitido a subsecretária Georgia Ribeiro depois de informado que mais de 30 viaturas da Polícia Civil foram deslocadas para local do tiroteio, mas nenhum PM foi enviado para ajudar na captura de bandidos. Além do detetive, um jovem de 18 anos, que seria usuário de drogas, também foi morto.

O diretor da Associação dos Praças Militares e Bombeiros, Luiz Gonzaga Ribeiro, diz que há falta de integração por parte da Polícia Civil. Já o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil, Denílson Martins, diz que são necessário mais 3.500 para realizar investigações no estado. Entidades que representam a Polícia Civil alegam que investigar é função de detetives e delegados, cabendo aos militares apenas o policiamento preventivo.

O deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, é contra o fim da “P-2”. Ele alega que o serviço não realiza investigação, mas dá suporte com o levantamento de dados que ajudam nas prisões. “Cabe ao secretário de Defesa Social cobrar diariamente do chefe da Polícia Civil e do comandante da PM ações efetivas para que a integração ocorra de fato”, diz.

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2012, 17h56

Comentários de leitores

2 comentários

Antonio meu caro...

Hariel Mikolay (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

É claro a finalidade de cada instituição, mas você como presidente do SINPOL, deveria pensar não nos seus interesses somente, mas pensar antes de tudo no serviço prestado à população, pois é notório o péssimo serviço prestado pelas Polícias Civil, assim como temos Polícias Militares que também deixam a desejar. Mas como a investigação é um serviço essencial para a prevenção de crime e o Estado não investe nessa carreira, nada mais certo que tenha uma alternativa concorrente para se amparar, já que o monopólio leva a corrupção, isto é fato. Assim se a PC não faz seu serviço por completo, temos os P2, assim se a PM não consegue realizar patrulhamento eficaz, o município pode criar sua Guarda Civil Municipal para assim fazer, e por fim, assim como os tribunais corregedores não fiscalizam seus pares, sendo ridículo o enrriquecimento ilícito de muitos juízes, o CNJ deve agir e coibir o prejuízo erário.

Onde está o Ministério Público?

Antonio J Moraes (Escrivão)

É preciso formalizar representação no Ministério Público que é o responsável pelo controle externo da atividade policial. A realização de "levantamento de informações" por parte da PM é sim grave desvio de finalidade. A única investigação que a PM pode fazer é acerca dos crimes militares.
Cadê o MP? Será que tá comendo muito pãozinho de queijo e se esquecendo que pode (e deve) atuar de ofício?
ANTONIO MORAES, servidor policial civil (escrivão) e presidente do SINPOL Sergipe.

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