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Fatos da vida

Amante não responde pelo insucesso de casamento

O dever de fidelidade existe apenas entre os cônjuges e não se estende a terceiro, que não é obrigado a zelar pelos deveres reciprocamente assumidos pelo casal. Com base neste entendimento, a 9º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou pedido de indenização por dano moral feito contra a amante do ex-marido. A pretensão já havia sido negada na Comarca de Santa Maria.

A autora da ação sustentou que jamais conseguiu superar o relacionamento amoroso extraconjugal entre seu ex-marido e a "outra". Afirmou ainda que, em decorrência do adultério, passou a sofrer de ansiedade e depressão. Como teve o pedido de indenização negado na primeira instância, recorreu ao Tribunal de Justiça.

A relatora da Apelação, desembargadora Íris Helena Medeiros Nogueira, afirmou que, independentemente do motivo, a ruptura de uma relação matrimonial ocasiona mágoa, frustração e dor. Entretanto, tais sentimentos são fatos da vida.

A desembargadora-relatora ressaltou o embasamento adotado na sentença assinada juiz de Direito Régis Adil Bertolini, da Comarca de Santa Maria. "A conduta da ré, ainda que tenha mantido relação com  pessoa casada, não se afigura ilícita: o casamento, assim como os demais contratos, tem o condão de gerar obrigações apenas para aqueles que dele participam."

Segundo a sentença, a demanda foi movida contra terceira pessoa que não se obriga a zelar pelo cumprimento dos deveres assumidos entre a autora e seu ex-marido — nomeadamente o da fidelidade. Sendo assim, a amante não pode ser tida como responsável pelo insucesso da sociedade conjugal.

Dessa forma, conforme a desembargadora, embora a autora tenha ficado profundamente magoada com o relacionamento extraconjugal mantido entre a ré e seu ex-marido, o aborrecimento é um mero dissabor — não pode dar ensejo à indenização.

Acompanharam o voto da relatora, à unanimidade, os desembargadores Tasso Caubi Soares Delabary e Leonel Pires Ohlweiler. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RS.

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2012, 16h13

Comentários de leitores

2 comentários

Quem ama cuida.

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

De acordo. O relacionamento é responsabilidade mútua. A existência de uma terceira pessoa, é resultado normalmente de duas situações: 1) um dos conjuges gosta de buscar aventuras externas. 2) um dos conjuges não satisfaz o outro que acaba buscando "complemento" fora do relacionamento. Na versão populas: Ou um é sem vergonha ou o outro não dá conta do recado. (risos). Eu costumo dizer o seguinte: Quando um não quer, dois não brigam. Mas no relacionamento quando só um quer, um acaba desistindo.

Olhar para si!

Radar (Bacharel)

A existência de terceira pessoa num relacionamento conjugal é muito mais efeito do que causa de seu insucesso.

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