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Em frente à Corte

Nos EUA, manifestantes são presos por protestar

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Quatorze manifestantes foram presos na terça-feira (17/1) em frente à sede da Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington D.C., depois de abrir um banner de 30 metros de largura, na praça de mármore em frente ao tribunal, com a frase “Parem as execuções!”. O grupo era composto de militantes favoráveis à extinção da pena de morte no país.

O dia escolhido pelos manifestantes, 17 de janeiro, marcou o 35º aniversário da execução do réu Gary Gilmore, morto em 1976, no estado de Utah, por um pelotão de fuzilamento. Foi a primeira execução ocorrida no país desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu a pena capital nos EUA naquele mesmo ano.

De acordo com a agência The Associated Press, os manifestantes foram presos no ato do protesto. O grupo estava trajado como prisioneiros de Guantánamo e entre eles estava o filósofo Cornel West, da Universidade de Princeton, Nova Jersey.

Segundo o Legal Times, os manifestantes já sabiam que seriam presos e demonstravam tranquilidade. Em 1983, a Suprema Corte confirmou a constitucionalidade da norma que proíbe que protestos sejam organizados dentro dos limites da praça de mármore do tribunal, que fica em frente ao Capitólio. A área é considerada, por lei, uma zona livre de manifestações.

O blog The BLT, vinculado ao Legal Times, informou que quando os manifestantes chegaram para o protesto, os policiais que atuam no tribunal já estavam a postos, cientes do que iria acontecer. Ainda assim, eles permitiram que o grupo subisse a suntuosa escadaria, se posicionasse e abrisse o banner. Outros 100 manifestantes acompanhavam da calçada, encorajando os demais. Apenas depois de alguns minutos, o chefe de polícia usou um megafone para alertá-los que, se continuassem a manifestação naquela área, seriam presos. Depois de conceder outros 10 minutos, os policiais que patrulham a corte começaram a efetuar as prisões.

Não houve qualquer resistência por parte dos manifestantes. Os policiais ainda dobraram o banner de forma gentil e cuidadosa, informou o blog The BLT. Depois de passarem a noite presos, os manifestantes foram liberados na quarta-feira (18/1), dia em que a acusação contra eles foi oficialmente apresentada na Justiça.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2012, 9h21

Comentários de leitores

4 comentários

ESPERAMOS QUE SEJA IMPLANTADA AQUI

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Agora só falta esperar o julgamento, a condenação e a execução dos manifestantes.

A manchete está incompleta, não a notícia

LHMR (Professor)

Lido com a devida atenção, dá para notar que a manchete do artigo está incompleta, não a notícia, uma vez que o texto informa que eles só foram presos por protestarem em área proibida.

Tiro nos próprios pés!

Batista Ramos (Professor)

No Brasil a pena de morte é diariamente executada pelos criminosos. Esses manifestantes não sabem o que é ruim, deveriam vir viver na nossa República, país ""livre"" (muitas aspas) da supra pena!

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