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Reflexão necessária

Aasp promove debate sobre ocupação da Cracolândia

"Cracolândia — um tema que merece reflexão." A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) vai promover este debate nesta quinta-feira (19/1), às 19h, em sua sede, no centro da cidade. "O importante deste evento será entender como foi estruturada, qual o objetivo desta atuação e como os governantes pretendem conduzir este importante problema", disse Arystóbulo de Oliveira Freitas, presidente da Aasp.

O desembargador Antonio Carlos Malheiros, que comanda a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça paulista, o defensor público Carlos Weiss, os representante da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira e da OAB-SP, Cid Vieira de Souza Filho, vão analisar propostas do poder público para a região da Cracolândia em São Paulo.

O evento acontece na sede da entidade (rua Álvares Penteado, número 151, Centro). Mais informações e inscrições pelo www.aasp.org.br ou pelo telefone (11) 3291-9200.

Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2012, 12h35

Comentários de leitores

1 comentário

DEGRADAÇÃO URBANÍSTICA PLANEJADA

Suely Mandelbaum (Arquiteto)

É muito suspeito o tal do adiantamento da operação policial contra os dependentes do crack, já que a data é a mesma em que a prefeitura espera licitar a concessão urbanística da Nova Luz para os agentes imobiliários lucrar com terrenos por valores irrisórios. Se haverá qualquer atendimento em março aos dependentes na amplitude necessária, veremos na data. De fato, tal ação médica, assistencial e policial deveria ter sido feita desde que começou o problema de drogas no centro há uns 20 anos - e de forma continuada. Da mesma forma que existe a obsolescência planejada da vida útil de algumas linhas de produtos, nasce em São Paulo a nefasta Degradação Urbanística Planejada praticada pelos políticos em prol da especulação imobiliária e em detrimento aos direitos à propriedade e ao trabalho. A dispersão dos dependentes de crack para a porta das casas e dos negócios nos bairros próximos significa a próxima etapa da degradação urbanística planejada que se desenvolve em São Paulo, através da omissão das administrações? Logo teremos novas concessões urbanísticas justificadas em sanar novas cracolândias – a exemplo do projeto Nova Luz? Logo teremos novas concessões urbanísticas para desapropriar outros bairros para os agentes imobiliários continuar a maximizar seus lucros? O paulistano de outros bairros que equivocadamente festeja o projeto Nova Luz também terá, logo, logo, sua casa e seu trabalho desapropriados; e, aí, entenderá, talvez tarde demais, a necessidade de barrar as ações de Kassab e de Police Neto já. Paulistano, temos que clamar em uníssono os malfeitos deste executivo e deste Legislativo paulistanos que só agem em favor do mercado imobiliário, em detrimento dos direitos de toda a população da cidade.
Suely Mandelbaum, urbanista

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