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Movimentação atípica

OAB-RJ pede identificação de doleiro do TRT-1

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O presidente da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil, Wadih Damous, enviou ofício ao procurador-chefe da Procuradoria Regional da República no Rio de Janeiro exigindo a identificação do servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região que movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Nessa terça-feira (17/1), o presidente do Conselho de Controle de Atividade (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, apontou o servidor como doleiro.

No documento, Damous afirma que, se foi decretada a prisão do doleiro, conforme dito pelo presidente do Coaf esta “se deu no âmbito de um processo penal, que, como regra, é público”. Ele afirma que não há motivo para a Procuradoria Regional manter o sigilo em torno do episódio, o que, segundo ele, “só contribui para as especulações acerca de possíveis desvios de verbas públicas e envolvimento de magistrados nessas movimentações”.

O envolvimento do magistrado ou servidor com o esquema de doleiro foi relatado pelo presidente do Coaf ao ser questionado sobre a movimentação atípica no TRT-1. Rodrigues respondeu que “boa parte da movimentação dessa pessoa é porque, antes de estar no Judiciário, ela tinha uma participação numa casa de câmbio, uma sociedade, e nos nossos bancos de dados ela apareceu com essas movimentações.”

Rodrigues disse, inclusive, que a pessoa envolvida no esquema já havia sido presa, o que serviu de embasamento para o pedido de Damous ao procurador-chefe. O ofício da OAB-RJ pede também detalhamento das investigações sobre o doleiro.

A movimentação atípica de R$ 282,9 milhões por magistrado ou servidor do TRT-1 foi identificada em relatório feito pelo Coaf a pedido do Conselho Nacional de Justiça e entregue à corregedora do órgão, ministra Eliana Calmon. O documento não aponta nomes nem faz distinção entre servidores e juízes.

Clique aqui para ler o ofício enviado pela OAB-RJ.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 18 de janeiro de 2012, 19h39

Comentários de leitores

2 comentários

Brasil

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Prezado FERNANDO JOSÉ GONÇALVES (Advogado Sócio de Escritório). No Brasil é assim que a coisa funciona. Ao mesmo tempo em que pessoas de credibilidade duvidosa são aprovados, outros são reprovados nos concursos porque foram apontados em inquéritos criminais que concluíram pela inocência. Trata-se de um jogo de cartas marcadas, na qual prevalece que tem mais a oferecer. O CNJ foi criado para por fim à distribuição de cargos públicos no Judiciário através de concursos fraudados. Nada fez até o momento, senão postergar indefinidamente essas fraudes.

JÁ DEVIA TER PARADO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

O 'BOM' sujeito, que depois foi servidor público, era doleiro e a União não sabia.......Nunca soube..... Foi preso e....também nunca se soube de nada. Foi processado? Foi julgado? Condenado ou absolvido? "NADA CONSTA". É assim que a administração pública seleciona seus funcionários (concursados ou não) ? Ninguém pediu nada, ninguém checou nada, nem verificou nada. Não há inquérito policial, não há decisão judicial; não há qualquer informação sobre o felizardo 'serventuário' que movimentou quase 300 milhões numa boa ? Aí vem a presidente (ou talvez prefira Presidenta) do alto de sua importância na Magistratura Federal, pronta para defender o Tribunal Regional do Trabalho do RJ e,em manifestação pública, acusa a OAB de leviana !!!! P.Q.P., QUE INVERSÃO DE VALORES.

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