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Acusações graves

Peluso nega pedido de liberdade de José Rainha

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, negou pedido de liminar formulado em favor de José Rainha Juniur e de dois outros integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). No HC, a defesa de José Rainha se insurge contra decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça que, em HC lá impetrado, denegou o relaxamento da ordem de prisão contra eles decretada.

O caso
Contra José Rainha e Claudemir da Silva Novais foi decretada prisão temporária nos autos de processo em curso na 5ª Vara Federal em Presidente Prudente (SP), pela suposta participação em organização criminosa que teria sido formada para a prática de crimes contra o meio ambiente, peculato, apropriação indébita e extorsão, com desvio de verbas públicas e participação de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Posteriormente, foi expedida ordem de prisão também contra Antonio Carlos dos Santos.

Pedido de revogação da prisão de José Rainha e Claudemir Novais foi indeferido pelo juiz de primeiro grau. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o Superior Tribunal de Justiça indeferiram pedidos semelhantes, formulados em Habeas Corpus. Um segundo HC também foi denegado pela 5ª Turma da Corte Superior.

No HC levado à Suprema Corte, a defesa pede a soltura dos três. Alega, entre outros, que não seria aplicável a Claudemir a prisão preventiva como garantia da instrução processual, porque a ele não se atribuiria ameaça a testemunhas. Por outro lado, haveria constrangimento ilegal na prisão de José Rainha, pois ele teria sido preso por suposta ameaça a testemunha. Por fim, a imputação a Antonio Carlos dos Santos de ameaça a testemunha seria nula, uma vez que decorreria de denúncia anônima.

A defesa sustenta, também, fundamentação e motivação inidôneas no decreto de prisão preventiva dos três, fundadas na suposta necessidade de garantia da ordem pública.

Decisão
Ao decidir, o ministro Cezar Peluso afirmou que "não é caso de liminar". Segundo ele, a ordem de prisão contém a devida fundamentação. Ele se reportou à decisão do juiz federal de Presidente Prudente, segundo o qual, mesmo após sua prisão, José Rainha e Antonio Carlos teriam ameaçado uma testemunha. Descartou, também, a alegação de que Claudemir não teria participado dessa ameaça, observando que os três agiam sempre em conjunto.

"Como se vê, o magistrado apontou fatos graves e concretos que justificam a decretação da prisão cautelar, os quais, diante da pendência da instrução criminal, subsistem como causa legal da custódia neste momento", afirmou ainda o ministro Cezar Peluso. E, conforme assinalou, em tais casos, a Suprema Corte tem mantido de decreto de prisão preventiva. Ele citou dois precedentes nesse sentido: os  HCs 97.076 e 88.537, o primeiro deles relatado por ele próprio e o segundo, pelo ministro Gilmar Mendes.

Além disso, segundo o ministro Cezar Peluso, o deferimento de liminar "implicaria, ao depois, tutela satisfativa, que de certo modo exauriria o objeto da causa e, por consequência, usurparia ao órgão competente (para julgar o mérito da causa), a Turma, a apreciação do pedido".

HC 111.836

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2012, 8h32

Comentários de leitores

3 comentários

Guantânamo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sei, e quando será então o prazo final dessa "custódia cautelar"?

Parabéns!

MARCUS Advogado (Advogado Autônomo - Civil)

Parabéns ! Principalmente ao magistrado de 1ª instância. A farra e depredações desses "companheiros" estavam afetando a ordem pública.

Ufa!!!

Manente (Advogado Autônomo)

Até que enfim, estão mantendo este sujeito na cadeia. Chega, acabou a onda de ficar zombando da Justiça. Abaixo a desordem e a baderna. Parabéns ao Poder Judiciário!!!

Comentários encerrados em 25/01/2012.
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