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Relatório do Coaf

Para presidente do TJ-SP, não houve quebra de sigilo

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, disse, nesta segunda-feira (16/01), após reunião com a ministra Eliana Calmon, corregedora Nacional de Justiça, que teve acesso ao relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre movimentações financeiras atípicas no Poder Judiciário, e que não houve quebra de sigilo bancário. Segundo ele, o relatório não contém nomes. "Por ali não teve quebra de sigilo", afirmou. "Não sei se há outros documentos, então não posso afirmar", ponderou.

No encontro com a ministra em Brasília, Ivan Sartori defendeu um trabalho de cooperação entre tribunais e o Conselho Nacional de Justiça. "Se o tribunal não oferece colaboração, aí obviamente o CNJ deve agir por si só, de forma concorrente", explicou. Para ele, a atuação do CNJ deve ser subsidiária, ou seja, o Conselho só deve agir em caso de omissão ou a pedido da corregedoria local.

O presidente lembrou que o TJ-SP já instaurou procedimentos para apurar o recebimento de valores atípicos pelos desembargadores, apontado no relatório do Coaf.

Ivan Sartori informou que o TJ está aberto para as apurações: "É um tribunal que se transformou em um tribunal transparente, e nós estamos dispostos a fornecer quaisquer informações."

A ministra Eliana Calmon reuniu-se também com o presidente e o corregedor do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, desembargadores Orlando Eduardo Geraldi e Paulo Adibe Cassebi, respectivamente. "Estivemos aqui para reforçar o aspecto de total transparência do tribunal", afirmou Geraldi. "Viemos reiterar que a nova gestão do tribunal segue a mesma linha (de transparência) e está à disposição da Corregedoria", acrescentou Cassebi.

Na última sexta-feira, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informou que houve erro no relatório de transações atípicas do Judiciário entregue ao Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira (12/1). Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo constaram como se fossem do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

O Coaf informou que o erro ocorreu na transposição da base de dados recebida para seu sistema e afirma ter informado ao Conselho Nacional de Justiça da incorreção. Com informações da Assesoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2012, 21h42

Comentários de leitores

15 comentários

Transparência do Poder Judiciário

estudioso do direito (Juiz Estadual de 2ª. Instância)

Não nos esqueçamos da " escola de base "

TRANSPARÊNCIA, SEM CATARATA

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

O problema é que a tal 'transparência do judiciário' é mais ou menos como o 'cristalino' dos olhos dos idosos. Era para ser transparente, mas, ofuscado pela 'catarata' cada vez mais se torna opaco e chega a hora em que uma cirurgia é necessária para substitui-lo por uma prótese nova. É trabalhando nesta prótese (de um novo cristalino) esse sim transparente como deve ser, que a Min. Eliana Calmon tem se empenhado, mesmo contra os Juízes 'ramelentos' que preferem laborar na obscuridade, palco perfeito para o acobertamento dos seus atos escusos.

E aí Calandra, como é que fica o nefasto corporativismo?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

A afirmação é de nada mais nada menos do insigne presidente do TJSP, qual seja, o mesmo Tribunal do falastrão Calandra(AMB). Então, resta a inarredável pergunta do cidadão, contribuinte e jurisdicionado: onde estão as obrigatórias ética, sensatez e a própria honestidade das caluniosas e corporativistas acusações (SEM PROVAS CONTUDENTES!!!), inclusive das precipitadas AJUFE e ANAMATRA? A nação aguarda uma convincente resposta das alopradas associações classistas, o mais rapidamente possíevel!

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