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Atentado ao Judiciário

OAB repudia ataque ao Fórum de Rio Claro, em SP

Em nota de solidariedade à juíza Cyntia Andraus Carreta, diretora do Fórum de Rio Claro, no interior de São Paulo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, cobrou das autoridades a imediata apuração dos autores e punição dos culpados. Nessa quinta-feira (12/1), uma bomba que estava dentro de uma caixa com pregos e esferas de chumbos explodiu no Fórum.

De acordo com o Tribunal de Justiça paulista, a caixa, destinada à diretora do Fórum, foi recebida às 13h15 e explodiu quando dois funcionários a abriram. Feridos, os dois foram socorridos e levados para a Santa Casa pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

"Não é admissível que o juiz ou juíza, no exercício de suas funções, sejam intimidados e levados a trabalhar sob medidas excepcionais de proteção", afirma Ophir na nota de repúdio ao ataque.

Ele lembrou, ainda, o assassinato da juíza Patricia Acioli, de São Gonçalo (RJ), que foi morta quando chegava em casa em Niterói. "As violências cometidas nos últimos meses contra magistrados, como foi o caso do cruel assassinato da juíza Patricia Acioli, demonstram que a escalada de ousadia de bandidos e organizações criminosas constitui uma ameaça real ao Judiciário", disse.

Leia a nota
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se solidariza com a juíza diretora do Forum de Rio Claro, SP, Cyntia Andraus Carreta, e com os funcionários feridos no atentado terrorista perpetrado nesta quinta-feira (12) contra a Justiça brasileira, cuja autoria precisa ser apurada com toda urgência.

As violências cometidas nos últimos meses contra magistrados, como foi o caso do cruel assassinato da juíza Patricia Acioli, demonstram que a escalada de ousadia de bandidos e organizações criminosas constitui uma ameaça real ao Judiciário. Não é admissível que o juiz ou juíza, no exercício de suas funções, sejam intimidados e levados a trabalhar sob medidas excepcionais de proteção.

A lei é a garantia da cidadania e sem ela prevalece o poder do mais forte, do medo, da força e do terror, como o que assistimos agora. Expressando o sentimento da sociedade brasileira, a OAB se põe ao lado da magistratura para cerrar fileiras em defesa de uma Justiça forte, independente e garantidora do Estado democrático de Direito.Brasília, 12 de janeiro de 2012.

Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro de 2012, 15h06

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