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11 janeiro 2012
Toma lá, dá cá
Juízes federais estão retaliando a OAB, diz Ophir
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, afirmou que a Associação de Juízes Federais está retaliando a OAB por esta ter “a ousadia de marcar um ato cívico” para apoiar a atuação do Conselho Nacional de Justiça. “Os próprios juízes estão dizendo que não há liberdade de manifestação”, reclama Cavalcanti.
O ato ao qual o advogado se refere está marcado para o próximo dia 31, em Brasília, defendendo que o CNJ tenha poder de processar e julgar questões ético-disciplinares envolvendo magistrados em concorrência com as corregedorias. “Se vingar a tese da subsidiariedade [defendida na liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio], o CNJ passa a ser mais um departamento burocrático da Justiça”, diz Cavalcanti.
A retaliação da Ajufe veio em forma de nota, na qual afirmou que a OAB também deveria ser fiscalizada pelo CNJ e que isso evitaria “a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns”. A afinetada foi vista pelo presidente da Ordem como uma tentativa de cobrir com “uma cortina de fumaça” o verdadeiro problema, que, para ele, é a redução dos poderes do CNJ.
Sobre a sugestão dos magistrados, Cavalcanti diz que os tribunais de ética da Ordem têm funcionado bem no controle dos profissionais da classe. “Muitos advogados são punidos por isso. Mas isso é uma exceção, assim como juízes que não respeitam a dignidade da toga.”
Marcos de Vasconcellos é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 11 de janeiro de 2012
Comentários
Comentários de leitores: 25 comentários
Ao magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância)
Entendo perfeitamente o que tu dizes. Mesmo assim, continuarei proclamando minhas idéias neste espaço, pois, se convencer pelo menos um daqueles que estão com a visão turbada, já tenho esperança de melhores dias...
Não sei o que aconteceu com este advogado Marcos Alves Pintar... mas seus comentários me provocam um misto de tristesa e alegria. Tristesa por ler estes absurdos... mas alegria pq são coisas tão absurdas, que ele mesmo contribui para o descrédito do que fala.
De qualquer sorte, tenho certeza absoluta que a maioria dos leitores deste site é ponderada e consciente da realidade atual e dos perigos da constante violação de direitos individuais de membros de um poder.
O PREÇO DO PODER
Enganam-se quem pensa que o poder é barato, para se chegar ao poder muitos homens e mulheres pagam muito caro por isso.
Para se manter no poder gasta-se também muito dinheiro, alem de prestigio, muitas das vezes custa até a dignidade, o que pode arranhar a imagem até da família.
Ai é que se começa a corrupção, empresas, empreiteiras, rodeiam os Governos, através de lobistas profissionais muitas das vezes é que são os elos, e quem paga é a população sem saúde saneamento básica, educação e outro serviço que deveriam ser prestados pagos como os impostos cobrados da população.
Este poder vai desde o cidadão comum, passando pelo executivo, legislativo e chegando até o Judiciário.
No Brasil ainda se pratica a onda de se levar vantagem em tudo, começa já na infância, se troca isto por aquilo: paciência pelo bico, o estudos por presentes, se tirar boas notas ganha um carro, férias na praia, ida a Disney.
Ai este “cidadão” acostuma se a traçar isto por aquilo ao invés de fazer esforço para conseguir um lugar melhor na vida.
A cada dia que abrimos os jornais nos deparamos com um noticia de escândalos com o dinheiro publico, até o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizer que no judiciário havia caixa preta, os brasileiros desconfiava que o judiciário também fosse corrupto, mas ninguém se atrevia a apontar onde estava a corrupção.
Hoje até o STF esta completamente desmoralizada, uma vergonha Nacional e internacional.
Uma pena é que ninguém ousa si quer pedir uma investigação séria sobre o assunto, até a imprensa que tem prestado um grande favor a sociedade denunciando o mau uso do dinheiro publico ousa a ir a fundo nesta questão da corrupção do judiciário, principalmente, nos Ministros do STF.
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