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Diáspora dos viciados

Operação policial na cracolândia é alvo de investigação

O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta terça-feira (10/1) um inquérito civil para apurar as razões que levaram a uma operação policial na região da cracolândia, no centro capital paulista. Desde a semana passada, a Polícia Militar, acompanhada da Guarda Civil Metropolitana, ocupou as ruas onde se fumava crack livremente para acabar com o tráfico e uso de drogas no local.

Para o Ministério Público, a ação não conseguiu atacar as raízes do problema e apenas espalhou os viciados por outras regiões da cidade. "Colocando-os de modo inacessível aos agentes de abordagem social", segundo o promotor de Direitos Humanos e Inclusão Social, Eduardo Ferreira Valério.

Para o promotor, da maneira como a ação está sendo conduzida, não há enfrentamento efetivo do crime na região, além de causar sofrimento desnecessário aos usuários de drogas. Valério apontou como principal problema da ação a "falta de articulação com os demais órgãos da prefeitura e do próprio estado, sobretudo no que se refere a assistência social e saúde".

Ele criticou ainda a truculência da força policial. "Não é possível imaginar que essa operação à base de cavalos, gás lacrimogêneo, balas de borracha, dor e sofrimento vai fazer cessar o tráfico na cidade de São Paulo."

O inquérito assinado também pelas promotorias de Direitos Humanos e Saúde, Infância e Juventude e Habitação e Urbanismo vai ouvir pelo menos nove pessoas. Estão incluídos na lista os responsáveis pela operação policial e autoridades das áreas de saúde, assistência social e habitação dos governo estadual e municipal.

O último balanço da Operação Integrada Centro Legal divulgado hoje, às 11h, diz que até agora foram feitas 23 prisões, 25 recapturas de condenados, apreendidos 447 gramas de crack e 28 internações.Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2012, 21h04

Comentários de leitores

6 comentários

MP presta um desserviço ao Brasil

Paulo Roberto Pereira (Investigador)

O MP já, há tempos, em descrédito perante a população esclarecida, em breve estará perante a totalidade da população. Tem que parar de agir como mariposa atrás dos holofotes

Menos, menos.

Leilson Lima (Estudante de Direito - Criminal)

Bem sabemos o que é o MP e do que ele gosta. Bem fazemos em criticar o errado e aplaudir o correto, em que pese a singeleza do pensamento. Agora há uma fronteira, um limite, um divisor de águas, em ser crítico e ser babaca.
Seria ótimo, excelente, magistral, reluzente, maravilhoso etc., que fosse possível uma solução a curto prazo para o problema da cracolândia. Mas não há, ao menos uma séria. Minto, há sim, que seria exterminar todos os que ali vivem e os que futuramente viessem ali a pisar. Porém isso não é muito humanitário (é humano, sim, pois humanos adoram fazer e dizer besteiras).
Agora eu vejo um cidadão dizendo se insurgindo contra a defesa da dignidade da pessoa humana. Espero que ele não seja humano, pois do contrário sofrerá também as consequências do que deseja.
Já que cobrado, aponto, pois, a solução para o problema, bem sinteticamente:
1 -Por termo à hipocrisia de todos, dando margem para uma livre, aberto e franca discussão de ideias, pilar da democracia;
2 - Discutir, nos moldes falados, a necessidade, adequação e proporcionalidade da criminalização das drogas, concluindo pela regulamentação de seu uso;
3 - Tratar as pessoas como pessoas, não como lixo humano, por mais terríveis que sejam suas escolhas e comportamentos;
4 - Cuidar dos dependentes, se quiserem eles, e proporcionar condições de vida digna a todos;
5 - Educar todas as crianças, para que não repitam as bobagens do passado;
Vão em frente, chamem-me de utópico. Utopia, digo eu, é acreditar na fórmula Molejo como solução dos problemas, cantando para os "cracolanders" : "Diga aonde você vai, e eu vou varrendo"...

Só falta pendurar uma melancia no pescoço

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Bastou que a mídia desse atenção à ação policial, sem colocar o MP nos holofotes, para que esse viesse reclamar seu lugar. Não perdem uma oportunidade de aparecer.

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