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Redação corrigida

Estudante consegue revisão de nota do Enem

Um estudante de São Paulo conseguiu na Justiça a revisão da nota obtida na redação do Enem de 2011. A prova do aluno, que estuda no colégio particular Lourenço Castanho, tinha sido anulada. Depois que a Justiça concedeu uma liminar para que ele pudesse ter acesso à correção, a nota passou de zero para 880 pontos — em uma escala que vai até mil.

O edital do exame não prevê a possibilidade de recurso. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), com o pedido encaminhado pela Justiça para que o aluno tivesse acesso ao espelho da redação, foi chamada uma nova banca avaliadora que corrigiu novamente o texto e alterou a nota. Segundo o ministério, há mais 15 ações na Justiça movidas por candidatos do Enem pedindo revisão da redação.

Cada redação é corrigida por dois corretores e caso haja discrepância superior a 300 pontos nas notas atribuídas, um terceiro corretor é chamado para avaliar e dar a pontuação final. De acordo com o edital, a nota do candidato será zero se a página estiver em branco, se o texto tiver menos de sete linhas, se a redação fugir do tema proposto ou não estiver escrita à caneta de tinta preta. No caso do estudante de São Paulo, a razão para a anulação inicial da nota teria sido fuga ao tema.

A própria escola contratou um advogado para pedir na Justiça a revisão da pontuação do estudante, que é bolsista. Segundo a diretora da instituição, Sylvia Gouvea, o aluno tem ótimo desempenho e por isso a direção achou estranho que ele tivesse a redação anulada. “Ele ainda não pode ver a prova. Nós vamos continuar buscando que a liminar seja cumprida [e a escola possa ter acesso à correção] para esclarecer o que houve”. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2012, 18h56

Comentários de leitores

1 comentário

Privilégios e perseguições

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O ENEM segue a orientação de tudo que envolve o Estado brasileiro: privilegiar aliados e perseguir desafetos. E para isso vale tudo, inclusive suprimir por completo qualquer espécie de contraditório e ampla defesa. Se o examinado for filho ou parente de algum dos protegidos, a nota será máxima, independentemente do desempenho. Se é filho, parente, ou protegido de algum desafeto, a nota será mínima, independentemente do desempenho, o que já ocorre em regra nos concursos públicos da magistratura e Ministério Público. O ENEM É algo a ser sepultado, uma vez que a União não está em condições nem mesmo de por papel higiênico nas escolas, que dirá realizar de forma isenta uma prova dessa magnitude.

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