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Decisão do TRF-2

SUS pagará aparelho auditivo de apenas um dos ouvidos

O Sistema Único de Saúde (SUS) não terá mais que fazer implantes auditivos duplos em pacientes surdos conforme havia determinado a Justiça Federal do Rio de Janeiro em outubro de 2011. A decisão foi revista em dezembro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, conforme noticiado pela Agência Brasil.

Desde 2000, o SUS vem custeando implante auditivo em apenas um dos ouvidos para pessoas surdas, repassando cerca de R$ 45 mil por paciente. Em uma ação, a Defensoria Pública da União, porém, diz não haver justificativa para que o implante ocorra apenas em um ouvido, o que gera prejuízos à plena audição e à qualidade de vida dos pacientes. Além disso, a defensoria reclama que o SUS não arca com as despesas de manutenção do aparelho no pós-operatório, o que torna a cirurgia “inócua por falta de recursos financeiros dos pacientes”.

Entendendo haver urgência no pedido, o juiz de primeiro grau Iorio Forti acatou liminarmente o entendimento da DPU e determinou que o SUS se responsabilizasse pelos gastos do pós-operatório dentro de quatro meses. Também determinou que, dentro de dez meses, o SUS passasse a fazer implantes bilaterais em pelo menos 30% dos pacientes operados até agora, cerca de 2 mil.

Inconformada, a União entrou com um recurso no TRF-2 alegando que o juiz invadiu competência do Executivo ao alterar a política de implantes auditivos, o que acarretaria altos custos sem comprovação dos benefícios médicos. O argumento foi acolhido pelo tribunal, que entendeu que "há que se conciliar a capacidade de planejamento orçamentário do Estado com a necessidade de pleno atendimento da saúde". A questão ainda deverá ser analisada no mérito.

Pela cirurgia em questão, insere-se uma prótese no ouvido interno criando o chamado “ouvido biônico”. A prótese é indicada para pessoas com surdez total ou quase total, que não conseguem ser atendidas pelo uso de aparelhos auditivos convencionais, que apenas amplificam o som.

Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2012, 6h59

Comentários de leitores

2 comentários

TRATAMENTO PELA METADE

João Szabo (Advogado Autônomo)

É como se pretendêssemos que o Lula fizesse apenas metade das sessões de quimioterapia. Aliás, cabe a pergunta se o tratamento auditivo fosse feito no Lula, ou na Dilma, será que seria somente fornecido, às custas do erário, apenas aparelho para um dos ouvidos. Acredito que não, pois o Lula, no âmbito da divisão criada pela constituição de 1988, da qual ele participou, não como constituinte, mas como “deputado constituinte”, pertence ao grupo dos “mais iguais”, que tem todos os direitos e benefícios, em detrimento dos “iguais”. Acho que está na hora de se repensar o Brasil, pois colocar na constituição “que todos são iguais perante a lei”, sabendo que uns vão para o Hospital Sírio Libanês, cuja conta é paga pelo povo, enquanto este morre sem tratamento na fila do SUS, parece ridículo e imoral.

Defensoria nem pode propor Ação Civil Pública em nome própr

daniel (Outros - Administrativa)

Defensoria nem pode propor Ação Civil Pública em nome próprio, pois deveria representar apenas representar alguma entidade que defendesse os carentes.
Caso contrário, estaríamos tendo dois MPs e a Defensoria deixando o carente na fila enquanto se aventura e controla as ações em detrimento da parte (carente)

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